Como elaborar tarefas educacionais no PowerPoint?

Uma das melhores e mais comuns ferramentas usadas por professores para preparar material educacional é sem sombra de dúvida, o PowerPoint. Eu mesmo tenho algumas restrições sobre o uso indiscriminado do PowerPoint como ferramenta para preparar material educacional, acredito que ele deva se limitar apenas a ser um apoio para apresentações e aulas. Se o objetivo é criar um enunciado, com orientações para uma tarefa em especial, o professor deve fazer uso de uma ferramenta de texto mesmo, como o Word. Mas, com a crescente demanda por material multimídia e apresentações que possibilitem a convergência de elementos educacionais, para facilitar o entendimento dos alunos, o PowerPoint começa a ficar mais atrativo.

WebQuest

Na verdade, não só o PowerPoint, mas o sistema de apresentação em slides usado por vários softwares como o Impress, Keynote e sistemas online, como o SlideRocket e o Google Docs.

Podemos usar como exemplo a criação de WebQuests, muito usadas em ambientes de aprendizagem que usam a internet como apoio. Na maioria das vezes, esses WebQuests são apresentados em formato de texto, mas existe uma maneira muito interessante e eficiente de usar o PowerPoint para elaborar esse tipo de atividade.

Quais os requisitos para criar esse tipo de tarefa? Uma tarefa do tipo WebQuest deve apresentar:

  • Introdução com explicação detalhada da tarefa, expondo possíveis cenários e contextualizando a tarefa na realidade do aluno
  • Apresentação da tarefa, que mostre com clareza os benefícios e resultados obtidos na conclusão das atividades. Isso é fundamental e serve como estímulo para que os alunos possam se envolver mais ainda
  • Desenvolvimento da tarefa e apresentação dos recursos necessários, como web sites e outros
  • Exposição dos critérios de avaliação da tarefa
  • Conclusão da tarefa, com comentários sobre as competências desenvolvidas pelos alunos no final da tarefa

Tudo isso deve seguir uma diretriz básica; fazer bom uso da internet! Sempre que for possível, adicione links e recursos da internet nos seus WebQuests.

A própria Microsoft mantém uma página no seu web site, mostrando uma seqüência de ações recomendadas para elaborar WebQuests com o PowerPoint.

Quer tentar criar um WebQuest para seus alunos? Siga recomendações do artigo e faça uma visita ao web site da Microsoft. Depois disso é só colocar em prática as recomendações e elaborar uma apresentação em slides, que detalhe as fases da tarefa para seus alunos. Antes de começar a elaboração, selecione links e recursos na internet que possam enriquecer a apresentação.

Por que instituições de ensino americanas estão migrando para Moodle?

Um dos fenômenos mais interessantes do mercado de tecnologia educacional, nas universidades americanas e é o número crescente de instituições que abandonam sistemas pagos, como o famoso Blackboard e começam a usar o Moodle ou Sakai, como suas plataformas de educação a distância, ou apoio educacional. Claro que um dos motivos que me faz ficar curioso sobre esse tipo de migração, é o fato de ser usuário e defensor do Moodle como ferramenta LMS, para instituições de qualquer tamanho.

Essa semana, um artigo aqui no Blog falou sobre as diferenças de requisito para diferentes instituições de ensino, e como fazer para escolher o LMS apropriado para cada uma dessas instituições, com base em diversos fatores. O mercado Brasileiro ainda está se desenvolvendo e com o crescimento do acesso a internet, os próprios alunos estão começando a usar mais a internet. Isso faz com que as instituições de ensino invistam cada vez mais, em apoio educacional usando a internet.

Tanto as grandes como as pequenas instituições estão investindo pesado nessa área, quem entra agora nesse mercado educacional segue o famoso “efeito manada”.

leaving on a jet plane

Para reforçar o assunto abordado no artigo aqui do Blog, recomendo a leitura desse texto, publicado essa semana também no Chrolicle of High Education, em que é reportada a tendência dos clientes que usam o Blackboard nos EUA em migrar para alternativas de código aberto.

Só para resumir o assunto do artigo, o texto fala da tendência das instituições de ensino em querer cada vez mais ferramentas e opções para adaptar, os sistemas LMS para as suas necessidades. Como esse tipo de pedido é geralmente cobrado, ou seja, as instituições precisam pagar para melhorar um software educacional que já é pago, apenas pelo seu uso. Os gestores de tecnologia educacional estão fazendo as contas e descobrindo que é mais barato, personalizar um sistema que já é aberto.

Veja como é fácil a conta:

  • A empresa comercializa um sistema LMS
  • A instituição de ensino solicita melhorias e correções na metodologia
  • A empresa cobra honorários extras para a personalização
  • A instituição paga e mesmo com certa demora, recebe as melhorias
  • A empresa comercializa o seu sistema, com as melhorias desenvolvidas

Percebeu? A instituição de ensino presta uma consultoria gratuita em metodologia de ensino, para que o sistema seja comercializado depois, com as mesmas ferramentas.

Talvez esteja exagerando um pouco na abordagem, mas é algo a se pensar nessas empresas, será que esse modelo de negócios deve perdurar?

Se você trabalha com EAD ou tecnologia educacional, recomendo a leitura completa do artigo.

Como o Moodle pode mudar uma instituição de ensino?

Sempre que uma instituição de ensino opta por fazer a migração para outro sistema LMS, ou até mesmo escolhe usar um sistema LMS pela primeira vez, o departamento de tecnologia dessa instituição e até mesmo o setor acadêmico fica em dúvida, se o sistema escolhido é o correto e mais indicado para as necessidades acadêmicas e técnicas da instituição de ensino. Por isso, sempre é bom ler algum tipo de análise com as experiências e dificuldades enfrentadas por outras instituições, que escolheram adotar sistemas semelhantes. O Moodle é um dos sistemas mais adotados no nosso país, pela sua natureza aberta e por ser de fácil manutenção.

Mas será que vale a pena usar ele? Para tentar elucidar qualquer dúvida sobre o assunto, recomendo a leitura de um artigo publicado em um período sobre tecnologia na educação, que fala sobre as experiências de uma instituição de ensino, dois anos depois de adotar o Moodle como plataforma educacional. O artigo pode ser acessado aqui.

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No texto você pode conferir vários dos desafios enfrentados pela equipe de tecnologia educacional da Royal Roads University, que foi a instituição que migrou seus sistemas de educação a distância para o Moodle.

Alguns tópicos abordados no texto são muito interessantes, principalmente no que diz respeito a migração de material educacional de sistemas antigos para o Moodle. A universidade usava um sistema que não exportava os cursos no formato SCORM, que é a melhor opção para migrar material educacional em sistemas LMS. Por isso, toda a adaptação e redesign dos cursos no Moodle tiveram intervenção manual da equipe, foi trabalho de copiar e colar mesmo. Tudo por deficiências do sistema usado pela universidade e não do Moodle.

Outro fator interessante do sistema, a maioria dos LMS comerciais usa uma seqüência de aulas linear, bem diferente do que o Moodle usa, permitindo que os alunos possam navegar da maneira livro pela disciplina. No texto, a Figura 2 mostra bem a necessidade de mudança na seqüência de aprendizagem dos alunos nos cursos.

Bem, no final do texto a conclusão é que a migração foi positiva e trouxe benefícios diversos para a comunidade acadêmica da universidade, e potencializou melhorias na parte de tecnologia educacional da instituição.

Para quem está fazendo trabalhos acadêmicos, na implementação do Moodle esse texto é fantástico como estudo de caso.

Educação a distância 2.0: Será que estamos lá?

Dentre os vários termos relacionados a educação a distância, um que ganha cada vez mais destaque em citações científicas e explicações sobre a dinâmica dos cursos que usam a internet, é a chamada educação a distância 2.0. Esse termo é muito usado para demonstrar a evolução dos sistemas usados para educação, ao mesmo tempo, mostra a clara adaptação das metodologias de ensino, aos mais recentes sistemas de comunicação e colaboração online na internet. Quais as diferenças do EAD 1.0 para o 2.0? Para quem não sabe, encontrei um artigo na web que faz uma comparação excelente do modelo novo e do antigo. Para ler o artigo original, visite esse endereço.

Giving my presentation "social web in support of informal learning"

Como o artigo está em inglês, resolvi fazer um breve resumo com os tópicos abordados pelo autor do artigo. No texto original ele faz uma descrição detalhada do conteúdo, que recomendo para todos que estão fazendo pesquisa nessa área, ou simplesmente querem aprender mais.

Essas são as características da educação a distância 1.0:

  • Estrutura formal dos conteúdos
  • Treinamento nas ferramentas usadas é necessário
  • Requer a instalação de softwares para a consulta do material educacional ou de comunicação
  • Complexo
  • Para fazer mudanças no curso, sempre é necessária a intervenção de um especialista
  • O material é usado apenas para fins específicos
  • Não usa iniciativas de redes sociais, as pessoas não se comunicam

Agora as características da educação a distância 2.0:

  • Estrutura dos cursos não-linear
  • Sem a necessidade de treinamentos para usar as ferramentas
  • Os softwares usados na experiência educacional são todos serviços, portanto não há necessidade de instalação
  • Os cursos podem ser atualizados de maneira fácil
  • Pessoas com menos experiência com EAD, podem ajudar na atualização dos materiais educacionais
  • O material do curso pode ser aproveitado para usos que não estavam previstos no projeto original
  • Os sistemas e cursos usam a nova natureza social da internet para potencializar o aprendizado

Bem, o texto não é de minha autoria. Com algumas coisas eu concordo, mas nem tudo nessa lista se aplica a nossa realidade. Acho que na nossa experiência de cursos e aprendizado pela internet ainda estamos em uma fase intermediária, principalmente na interação dos alunos com os sistemas educacionais, como o Moodle.

O foco do texto do autor é no EAD estruturado como serviço, sendo assim ele foca mais na parte operacional e não no aprendizado. Mas mesmo assim a leitura é válida para quem quer aprender.

Aspectos técnicos na escolha de um LMS

Acredito que muitas pessoas que trabalham com educação e tecnologia, passam em algum momento pela fase de escolha de um sistema LMS para a sua respectiva instituição de ensino. Bem, na maioria dos casos ao analisar esse tipo de sistema, as pessoas acabam levando em consideração apenas os aspectos pedagógicos do sistema na escolha. Elas se perguntam como os alunos podem aprender nele, quais as atividades disponíveis e os níveis de interação que ele permite entre os participantes. Mas, existe um parâmetro ainda mais importante que não pode ser ignorado de maneira nenhuma; os relatórios.

Final Site Planning Report - Soil Property Data Table I of Proposed Development Site

Imagine a seguinte situação, você faz o planejamento das suas aulas a distância e consegue que os alunos interajam de maneira satisfatória, conversando em vários fóruns e realizando trabalhos em equipe. Mas, no final é necessário atribuir uma nota a essa participação, e ninguém havia pensado nisso. Como fazer?

Nessa situação, o que acaba acontecendo é que as pessoas responsáveis pelo sistema acabam tendo que fazer o fechamento das notas de maneira manual, em planilhas eletrônicas. O que vai totalmente de encontro a automação e velocidade prometidas pela tecnologia educacional.

O problema está nos sistemas LMS que acabam não se adaptando ao modo de avaliação de cada instituição de ensino. Isso é fato, cada instituição de ensino quer ter liberdade de escolher os seus critérios de avaliação e participação. Ninguém quer ter que mudar a sua maneira de trabalhar, apenas pelo fato do sistema adotado para apoio as aulas, não suportar essa metodologia.

Nunca escondi de ninguém, inclusive nos artigos aqui do Blog que sou favorável a adoção do Moodle como sistema LMS. Sua natureza aberta, que permite a instituição de ensino personalizar toda a sua estrutura, de maneira fácil é perfeita nessas situações.

Se você usar o Moodle e a sua instituição não gostar dos seus relatórios, o procedimento é muito simples para a adaptação.

Agora você já sabe, quando for escolher um sistema LMS, faça testes e mais testes com o sistema de relatórios. Verifique se ele é flexível o bastante para se adaptar aos critérios de avaliação da sua instituição.