Como planejar jogos educacionais?

Como consolidar o conhecimento apresentado aos alunos em sala de aula? Existem várias maneiras de fazer isso, sendo que no design instrucional temos sempre a opção de usar jogos educacionais. O uso de jogos educacionais já foi mais restrito e tido como recurso de alta tecnologia, principalmente até o início da época, quando a multimídia e o vídeo era mais restritos apenas as pessoas com alto conhecimento tecnológico. Sem falar da necessidade de um computador potente, para trabalhar com imagem e vídeo. Hoje isso é diferente, os computadores estão mais potentes e praticamente qualquer pessoa pode criar aplicações multimídia interativas, até mesmo sem conhecimentos de programação.

Claro que usar o computador como ferramenta, para a elaboração de jogos educacionais é mais apropriado em ambientes ligados a tecnologia, como nos cursos à distância. Mas o computador é apenas mais uma ferramenta, quando o assunto é o uso de jogos na educação. A variedade de ambientes e opções que temos para usar esse tipo de recurso é enorme! O que gera na maioria dos professores uma dúvida freqüente; quando usar jogos educacionais?

Jogos Educacionais

A resposta está diretamente relacionada aos objetivos da sua disciplina/curso. Para decidir se um jogo pode ou não, ajudar na sua aula, será necessário analisar os objetivos da sua disciplina. Com os objetivos bem definidos é mais fácil identificar quando um jogo pode ajudar.

Podemos dividir os jogos educacionais em duas categorias:

  • Jogos que ensinam
  • Jogos que consolidam o conhecimento

Os jogos que ensinam não são muito utilizados, na maioria das vezes os jogos são usados para consolidar os conhecimentos já adquiridos. Em treinamentos empresariais, esse tipo de recurso é muito utilizado. Logo após uma palestra, a organização divide a audiência em equipes e faz um jogo de perguntas e respostas. Claro que tudo regado a pequenos prêmios, como brindes e bombons. Esse é um dos segredos de qualquer jogo bem elaborado, os alunos devem perceber que há uma recompensa envolvida. Mesmo que seja aquela dica extra ou mesmo um prêmio material.

Com jogos que estimulam a competição entre os alunos, o professor pode atingir os resultados de maneira mais fácil. Isso é saudável em ambientes que pretendem estimular o trabalho em equipe, mas deve ser usado com cautela. Lembre que o objetivo é fazer as pessoas aprenderem! Ambientes muito competitivos podem desviar a atenção dos alunos para a competição e fazer com que eles deixem de lado o aprendizado.

Se você quiser começar a usar esse tipo de recurso em suas aulas, recomendo esse ótimo sistema para criar jogos educacionais. Mas para que ele seja efetivo, os seus alunos precisam ter acesso a computadores com internet. Para ambientes de EAD, esse recurso é fantástico!

Para os casos em que você não tem esse recurso disponível, existe sempre a possibilidade de organizar pequenas gincanas em sala de aula. Crie um jogo de perguntas e respostas, em que os alunos precisam se organizar em equipes para responder. Assim você evita o uso de computadores, mas ainda assim aplica jogos em suas aulas.

Não tenha medo de aplicar esse recurso. O único cuidado necessário, antes de aplicar um desses jogos é fazer uma análise criteriosa, sobre como esse jogo irá ajudar os alunos a atingir os objetivos da sua disciplina.

Modelo de contrato pedagógico

Trabalhar como professor não é fácil, além de ter que estar sempre pesquisando constantemente para levar os assuntos com a abordagem mais moderna, contextualizada e clara para os alunos, ainda precisamos cuidar da comunicação e dos bons costumes no nosso ambiente de trabalho. Claro que existem várias técnicas para combinar as regras do jogo, com uma sala de aula lotada. A maioria dos professores combina esses termos com os alunos no primeiro dia de aula, mas em pouco tempo os próprios alunos esquecem essas regras e tudo volta à estaca zero.

Um artifício muito utilizado pelos professores, para deixar registrado por escrito o conjunto de regras e conteúdos que devem ser apresentados aos alunos é resumido em um contrato pedagógico.

Contrato pedagógico

Esse contrato nada mais é que um documento, listando os deveres e obrigações dos alunos e do professor também. Junto com essa lista, deve ser apresentado nesse mesmo contrato, um resumo dos assuntos abordados, apenas os principais tópicos são suficientes para elucidar qualquer dúvida em relação ao conteúdo.

Como preparar esse documento?

O processo de preparação desse documento é simples, veja um modelo com os tópicos principais que devem estar presentes no contrato:

  • Direitos e deveres do discente
  • Direitos e deveres do docente
  • Resumo dos assuntos abordados
  • Objetivo da disciplina
  • Penalidades para a quebra de alguma das regras

Não existe regra definida para o que deve ser colocado nos direitos e deveres dos docentes e discentes. Isos varia de acordo com o ponto de vista de cada professor.

Como apresentar aos alunos?

Assim que o documento estiver pronto, você deve citar a existência do mesmo no primeiro dia de aula. Explique que ele fala sobre os deveres e direitos de cada parte. Depois que tudo estiver explicado e esclarecido, passe para os alunos e solicite que cada um deles rubrique o contrato. Isso mesmo! Essa rubrica pode não ter valor jurídico, mas vai passar aos alunos a sensação de compromisso com aquele documento.

Separe uma cópia desse contrato e entregue para o representante de turma, assim todos podem consultar os termos para tirar dúvidas.

Essa é uma solução para evitar problemas com falta de informação, além de proporcionar aos professores uma segurança que ao menos uma boa parte dos alunos, está ciente sobre as regras.

Isso se aplica em EAD?

Ainda estou tentando encontrar uma boa maneira de implementar esse tipo de contrato em cursos a distância, mas não é fácil. Ainda mais se você quiser que os alunos deixem uma rubrica no documento. Para quem tem o modelo de aula inaugural, pode até funcionar, mas cursos totalmente assíncronos, acabam inviabilizando esse modelo.