Opção gratuita de hospedagem para o Moodle

Um dos grandes limitadores para professores interessados em usar a internet como apoio é a falta de opções gratuitas, para oferecer disciplinas ou cursos a distância usando oMoodle como plataforma. No caso de blogs existem inúmeras opções gratuitas como o WordPress.com e BlogSpot. Até mesmo as Wikis têm opções gratuitas para uso na sala de aula, como apoio para professores. Na última semana descobri um sistema que oferece exatamente essa possibilidade, chamado de GlobalClassroom, em que um professor pode se cadastrar e criar uma sala de aula virtual.

O sistema ainda está em fase beta, mas é uma das poucas opções para hospedar de maneira gratuita uma sala virtual no Moodle.

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O serviço que permite criar salas de aula gratuitas se chama eClassroom e tem algumas limitações, como qualquer serviço gratuito na internet. Mas, pode ser uma ótima porta de entrada para professores interessados em conhecer mais o Moodle, sem estar necessariamente em um ambiente de produção.

Outra opção interessante no sistema é a possibilidade do serviço ser utilizado por instituições de ensino, que não gostariam de cuidar da instalação e manutenção do Moodle. Nesse caso existe um módulo parecido, mas direcionado para uso de instituições de ensino chamado de eSchool. Mesmo com o sistema estando apenas disponível na língua inglesa e em estágio beta, ainda é um ótimo recurso para colocar em prática alguns testes com o Moodle, sem comprometer a comunicação com seus alunos.

Já tive oportunidade de conversar com muitos educadores que tinham receio de usar o Moodle, pelo simples fato de nunca ter tido o contato com o sistema e ficarem com medo de não aplicar de maneira correta o mesmo nas suas aulas. Com o GlobalClassroom é possível colocar esse medo de lado, e fazer um teste, com o acesso compartilhado entre outros colegas professores para fins experimentais.

Essa inclusive é uma excelente opção, convidar alguns professores para participar de um curso online em caracter experimental no sistema. Assim é possível praticar a criação do curso, e também o gerenciamento dos recursos e dados gerados pelos alunos no acesso. Com isso ficará difícil dizer que você nunca teve oportunidade de conhecer o Moodle!

Moodle 2.0 só no meio do ano

Ao que parece o ciclo de desenvolvimento do Moodle 2.0 deve atrasar um pouco mais, e veremos uma nova versão desse fantástico LMS apenas em meados de Junho/Julho. Essa é uma atualização muito aguardada do Moodle, pelos novos recursos que prometem melhorar em muito a relação e gestão de um curso online com o sistema. Um desses recursos já foi comentado diversas vezes aqui no Blog, que é a possibilidade de utilizar pré-requisitos em atividades e recursos no sistema, para controlar um pouco mais a experiência dos alunos com o curso.

Mas, ainda existem outros recursos simples que podem ajudar muito. Por exemplo, está planejado um tipo de alerta ou mensagem para os alunos, indicando que o curso em que ele está participando está completo. Esse é um tipo comum de situação, os alunos perfazem todas as atividades do curso com leituras e questionários, mas não sabem ao certo se foi tudo concluído. Será que falta alguma coisa? O questionamento poderá ser evitado, com uma mensagem de alerta, avisando o aluno sobre a conclusão do curso.

Para uma lista completa com as novidades planejadas para o Moodle 2.0, inclusive com uma ótima tabela com porcentagens do que está efetivamente pronto, visite esse endereço para conhecer o cronograma do Moodle 2.0.

Outro dos recursos listados nessa página é o relatório que vai mostrar o desempenho do aluno de maneira individualizada. O recurso vai permitir que o professor ou tutor possa consultar o desempenho de cada aluno, usando métricas apropriadas para uma determinada competência. Por exemplo, o professor pode especificar que para atingir alguns objetivos educacionais o aluno precisa atingir e completar algumas atividades específicas, para que ele possa ser avaliado sob aquela competência em especial.

O que está sendo proposto aqui não é um simples acompanhamento de notas, mas sim a construção de relatórios e condições para que o professor possa trabalhar por competências. Esse é um conceito moderno de avaliação, que até hoje era difícil de usar no Moodle pela sua fundamentação em termos de notas. Quando um aluno é avaliado por competências, na maioria das vezes é usado um conceito para determinar o grau da avaliação.

Se você usa o Moodle na sua instituição de ensino, ou tem curiosidade sobre ele, recomendo muito uma visita ao endereço indicado, para conhecer algumas das vantagens em permanecer com o sistema!

Agora é só esperar.

Tarefas com envio de arquivos no Moodle para cursos a distância

O Moodle oferece algumas ferramentas e opções muito interessantes, para professores e instituições de ensino que pretendam usar a internet como apoio ao ensino. Uma dessas opções mais úteis depois dos questionários é a tarefa com envio de arquivo, em que o professor ou tutor pode elaborar uma pesquisa ou tarefa, resultando em um arquivo de texto, planilha ou apresentação. O sistema pode recolher o arquivo e organizar o material para o professor de maneira automática, com algumas vantagens como a possibilidade de adicionar comentários e prazos com data e horário para o envio do material. Na maioria dos casos, os professores recebem o material dos alunos por e-mail, o que pode gerar envios fora do prazo e uma certa confusão no professor.

Pois, as mensagens dos alunos se misturam com mensagens relacionadas com outros assuntos. Caso você não conheça esse tipo de tarefa no Moodle e gostaria de visualizar um pouco do seu funcionamento, encontrei três ótimos vídeos elaborados pela Universidade de Nova Jersey nos EUA, que ensina muito bem o funcionamento desse tipo de tarefa.

O primeiro vídeo mostra uma introdução breve às tarefas no Moodle, com as diferenças entre os tipos. Por exemplo, existem tarefas de envio de arquivo, texto online e outras.

No segundo vídeo, o pessoal da parte tecnologia voltada à educação, mostra o funcionamento do envio avançado de arquivos para essas tarefas. São explicadas as funções de cada um dos itens de configuração, assim como as limitações e restrições que podem ser impostas aos alunos.

O último vídeo é o mais interessante para tutores e professores envolvidos com cursos e iniciativas de EAD. Ele mostra como é possível organizar as notas atribuídas aos alunos, assim como o feedback em texto que pode ser associado a cada tarefa enviada. Por exemplo, os alunos podem enviar os arquivos para o Moodle, e o tutor vai atribuir uma nota ao trabalho ao mesmo tempo em que adiciona um breve comentário, justificando a avaliação e quem sabe até fazendo sugestões para melhorar o trabalho.

Esse tipo de recurso é fantástico para gerenciar projetos que envolvem muito tempo de desenvolvimento, pois o professor ou tutor pode atribuir notas aos arquivos e solicitar que os alunos refaçam uma parte específica do trabalho. Enquanto o prazo do material estiver vigente, os alunos podem enviar novos arquivos com atualizações nos seus projetos.

Pré-requisitos para atividades e recursos no Moodle 2.0

Os cursos ministrados pela internet oferecem uma liberdade para os alunos que dificilmente, poderia ser igualada por cursos presenciais. Essa é uma vantagem indiscutível dos chamados cursos EAD. Mas, apesar do avanço em termos de controle sobre o aprendizado, é necessária disciplina para aproveitar essa liberdade. Se você ministra, ou já ministrou aulas, sabe que para a maioria dos alunos esse tipo de contole não funciona. Muito pelo contrário, os alunos precisam da orientação de um professor ou tutor. Para comprovar isso, basta averiguar a quantidade de alunos que consegue aprender sozinho, apenas mediante leitura. O resultado será um número extremamente pequeno de pessoas que efetivamente consegue aprender sozinha.

Com o tempo isso tende a mudar.

Mesmo com esse cenário de dependência dos professores, as iniciativas de cursos pela internet ainda são válidas e funcionam como exercício para mudar esse quadro. Para ajudar no processo de aprendizagem inicial, um sistema que direcione os alunos pelas atividades de um curso é fundamental! A próxima versão do Moodle está para adicionar um fantástico sistema de pré-requisitos. Esse recurso já foi comentado aqui no blog, mas se você ainda não conhece o recurso, o vídeo abaixo mostra muito bem o seu funcionamento.

O Vídeo foi produzido por Julian Ridden, que mantém um sistema chamado Playpen em que é possível fazer testes com recursos ainda em desenvolvimento para o Moodle. No vídeo ele mostra o Activity Lock, que permite trabalhar com pré-requisitos nos cursos.

O funcionamento do chamado activity lock é simples, para cada recurso ou atividade adicionado ao curso, é possível determinar outros recursos ou atividades que tenham sido previamente consultados. Com isso, os alunos precisam obrigatoriamente seguir a ordem determinada pelo autor do curso.

Apesar de ajudar muito o trabalho de design instrucional, ainda não é a solução definitiva para a dependência dos alunos. O ideal mesmo é incentivar a leitura como forma de auto-aprendizagem.

Caso a sua instituição de ensino tenha um ambiente de testes para sistemas LMS, uma versão preliminae do Moodle 2.0 pode ser copiada aqui. Lembre que essa versão deve ser usada apenas para fins de avaliação e não deve ser usada como seu ambiente principal.

Novas ferramentas e opções para integrar o Moodle com o Second Life

O projeto Sloodle tem como objetivo integrar os ambientes do Moodle com o Second Life, para que educadores possam trabalhar em ambientes tão diferentes sem a perda dos registros dos alunos. Por exemplo, já imaginou como seria ótimo poder usar o Second Life como base para apresentar algum tipo de conteúdo em 3d e ter o registro, dentro do Moodle que o aluno efetivamente visitou aquele espaço no mundo do Second Life? Seria fantástico e um grande avanço na integração dos dois sistemas. O Sloodle ainda não é perfeito, mas a cada nova atualização ele ganha mais ferramentas.

Um vídeo muito interessante foi publicado nos últimos dias, mostrando as novas opções de compartilhamento de conteúdos entre o Moodle e o Second Life.

O vídeo mostra a configuração de um módulo no Sloodle, usando uma apresentação em slides. O módulo no Moodle se chama Sloodle presenter, que permite trabalhar com apresentações semelhantes à slides.

Depois que o módulo é criado, precisamos adicionar várias imagens em seqüência para que a apresentação seja criada. Pode até ser um pouco trabalhoso adicionar várias imagens para criar uma apresentação, mas essa é a maneira mais simples de fazer a integração e controlar o processo, direto do Moodle.

Se for necessário é possível usar web sites e até mesmo vídeos no módulo! O autor do tutorial adiciona esses recursos na página do Moodle, em que o módulo é adicionado.

Quando tudo está devidamente configurado, o autor parte para o Second Life para configurar a ligação com o módulo. Assim que o módulo está com a ligação efetuada, o professor pode passar o material dentro do ambiente 3d de maneira muito semelhante ao que acontece com Slides.

Para os professores de universidades e instituições de ensino que adotam o uso do Second Life como ferramenta educacional, o Sloodle é uma excelente opção para integrar um LMS ao processo e controlar o acesso e os conteúdos dos alunos. Hoje o hype em volta do Second Life é muito menor que há alguns meses atrás, mas ainda assim é uma opção interessante para compartilhar conteúdos e promover uma contextualização mais personalizada.

Como os recursos e largura de banda necessárias para trabalhar efetivamente com o Second Life ainda são de difícil acesso aqui no Brasil, esse tipo de recurso educacional ainda é muito restrito para a grande massa.