Lista com os melhores aplicativos para EAD e aprendizagem online para 2009

Uma das coisas que mais gosto de consultar na internet são listas, com a classificação de algum item ou produto. Sempre é possível encontrar produtos ou softwares que não conhecemos, mas que outras pessoas já avaliaram. Para a alegria de quem gosta de conhecer novas ferramentas voltadas para educação pela internet ou o aprendizado online, um web site britânico publicou uma lista com as melhores ferramentas voltadas para essa área para o ano de 2009. Para os mais curiosos é possível consultar as listas de 2007 e 2008 também, que contam com algumas pequenas modificações, mas a maioria das ferramentas existentes nas listas anteriores continua lá, apenas mudaram de posição.

Como a lista pode ser de 2009? O destaque da lista é relacionado com a popularidade da ferramenta ou software, e sua aceitação hoje no mercado de educação, ou e-learning, como é chamada essa modalidade em países de língua inglesa.

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Se você é usuário do Moodle, pode ficar feliz, pois a ferramenta de gestão e gerenciamento de cursos pela interne, aparece na lista pelo segundo ano consecutivo. Devo confessar que não é surpresa a classificação do Moodle como melhor sistema LMS para 2009, até mesmo pelo grande número de artigos que indico aqui no Blog, em que universidades de várias partes do mundo migram para o Moodle e abandona o uso de ferramentas como o Blackboard.

Quais outras ferramentas aparecem como destaque?

  • eXe: Essa ferramenta com nome pouco comum para nós é destinada a professores ou educadores, que precisam criar conteúdos voltados para a internet, mas com pouco ou nenhum conhecimento de linguagens e códigos para a web. Com ele é possível elaborar material didático nos formatos próprios para distribuição em web sites, mesmo sem o uso do Moodle ou outros sistemas LMS.
  • Freemind: O assunto aqui são os mapas mentais, que podem ser elaborados em vários sistemas usando o Freemind! Apesar de não oferecer as facilidades de um sistema pela internet, a possibilidade de criar mapas mentais de maneira ilimitada, sem as restrições dos sistemas pagos, faz esse software merecer estar entre os melhores dessa lista.
  • Voicethread: O que você acha de substituir os fóruns assíncronos de texto, por discussões em áudio? Essa é uma ótima opção para quem quiser trabalhar com mais material multimídia nos seus cursos a distância.

Como você pode perceber uma rápida visita a lista pode apresentar novas e úteis ferramentas para profissionais de design instrucional, ou professores que pretendem iniciar projetos usando a internet como meio de ensino. Mesmo que você não pretenda ministrar cursos pela internet, as ferramentas apresentadas podem ser de grande ajuda no aprendizado e estudo, para qualquer área! Recomendo a visita.

Aulas pela TV ajudam nos cursos a distância?

Com o advento dos cursos a distância, algumas instituições de ensino fazem marketing nos seus cursos com base nas chamadas aulas via satélite. A pergunta que sempre me fazem, seja via e-mail ou presencialmente é se esse método de ensino funciona? Na verdade, as aulas via satélite precisam ser encaradas como um evento social e não de aprendizagem. Antes de discutir o mérito dessas aulas, precisamos entender que a educação a distância tem sua base fundamentada no auto-estudo. Sendo assim, os eventos que tentam simular aulas presenciais, apenas tentam substituir uma deficiência da metodologia.

Antena

Claro que como qualquer tipo de iniciativa, essas aulas na TV apresentam vantagens e desvantagens. Podemos listar algumas das vantagens:

  • Socialização: Os alunos dos cursos a distância têm a chance de se conhecer e interagir presencialmente nos dias das aulas. Isso seria difícil nos ambientes de auto-estudo.
  • Compromisso: O compromisso semanal de assistir aulas presencialmente motiva o aluno a continuar no curso. Sem isso, depois de certo tempo as aulas podem ser passadas para segundo planos nas suas prioridades.

Agora vamos às desvantagens:

  • Aprendizagem: Essas aulas servem apenas como motivação para os estudos, durante as suas 2 ou 3 horas de duração, dificilmente um aluno consegue assimilar grande quantidade de conteúdos.
  • Custo: Geralmente o uso dessa tecnologia para aulas eleva em muito o custo final dos cursos oferecidos. Mas, com grande quantidade de alunos as instituições de ensino conseguem diluir isso entre alguns milhares de alunos.

Qual a conclusão desse tipo de artigo?

Na verdade, eu quis falar sobre a dinâmica de funcionamento do curso e reforçar a idéia do auto-estudo. Se você está para escolher um curso a distância, escolha ele com base no material de apoio. Nunca use apenas a propaganda das aulas na TV como base. É no sistema LMS, material para leitura e dinâmica de exercícios que um curso a distância pode oferecer um diferencial.

Antes de se inscrever, solicite algum tipo de material de demonstração para que seja possível avaliar o nível dos livros e apostilas utilizados. Esse tipo de pesquisa pode salvar você de uma decepção com o curso.

Modelo de contrato pedagógico

Trabalhar como professor não é fácil, além de ter que estar sempre pesquisando constantemente para levar os assuntos com a abordagem mais moderna, contextualizada e clara para os alunos, ainda precisamos cuidar da comunicação e dos bons costumes no nosso ambiente de trabalho. Claro que existem várias técnicas para combinar as regras do jogo, com uma sala de aula lotada. A maioria dos professores combina esses termos com os alunos no primeiro dia de aula, mas em pouco tempo os próprios alunos esquecem essas regras e tudo volta à estaca zero.

Um artifício muito utilizado pelos professores, para deixar registrado por escrito o conjunto de regras e conteúdos que devem ser apresentados aos alunos é resumido em um contrato pedagógico.

Contrato pedagógico

Esse contrato nada mais é que um documento, listando os deveres e obrigações dos alunos e do professor também. Junto com essa lista, deve ser apresentado nesse mesmo contrato, um resumo dos assuntos abordados, apenas os principais tópicos são suficientes para elucidar qualquer dúvida em relação ao conteúdo.

Como preparar esse documento?

O processo de preparação desse documento é simples, veja um modelo com os tópicos principais que devem estar presentes no contrato:

  • Direitos e deveres do discente
  • Direitos e deveres do docente
  • Resumo dos assuntos abordados
  • Objetivo da disciplina
  • Penalidades para a quebra de alguma das regras

Não existe regra definida para o que deve ser colocado nos direitos e deveres dos docentes e discentes. Isos varia de acordo com o ponto de vista de cada professor.

Como apresentar aos alunos?

Assim que o documento estiver pronto, você deve citar a existência do mesmo no primeiro dia de aula. Explique que ele fala sobre os deveres e direitos de cada parte. Depois que tudo estiver explicado e esclarecido, passe para os alunos e solicite que cada um deles rubrique o contrato. Isso mesmo! Essa rubrica pode não ter valor jurídico, mas vai passar aos alunos a sensação de compromisso com aquele documento.

Separe uma cópia desse contrato e entregue para o representante de turma, assim todos podem consultar os termos para tirar dúvidas.

Essa é uma solução para evitar problemas com falta de informação, além de proporcionar aos professores uma segurança que ao menos uma boa parte dos alunos, está ciente sobre as regras.

Isso se aplica em EAD?

Ainda estou tentando encontrar uma boa maneira de implementar esse tipo de contrato em cursos a distância, mas não é fácil. Ainda mais se você quiser que os alunos deixem uma rubrica no documento. Para quem tem o modelo de aula inaugural, pode até funcionar, mas cursos totalmente assíncronos, acabam inviabilizando esse modelo.

Como lidar com conteúdo inapropriado em ambientes de educação a distância?

Cada vez mais os professores e profissionais que lidam com EAD, precisam aprender a lidar com uma verdadeira praga em ambientes eletrônicos, o conteúdo inapropriado. Isso acontece principalmente em dois tipos de ambientes, nos fóruns abertos nos sistemas LMS e nas Wikis. Em ambos os ambientes são os próprios alunos que adicionam informações, nas Wikis então o problema é ainda mais sério. Como teoricamente todos os alunos podem editar as páginas, em algumas situações é inevitável nos depararmos com material impróprio, ou que não tem relação nenhuma com o conteúdo das aulas. A pergunta que todos se fazem é; o que fazer?

Conteúdo inapropriado

Algumas instituições de ensino inclusive apresentam um pequeno termo, para que os alunos atestem estar cientes de que a publicação de conteúdo inadequado pode acarretar em exclusão dos ambientes de EAD. Pode até parecer uma atitude um tanto quanto drástica, mas isso abre a possibilidade de suspensões digitais para os alunos usem o espaço para o vandalismo.

Por mais que isso seja remediado, usando esse tipo de aviso, a maioria das intuições só consegue se livrar desse tipo de conteúdo, com o monitoramento constante do ambiente. Além do monitoramento, o conteúdo de ambientes colaborativos, como as Wikis, deve ser restrito enquanto ainda está sendo construído. Assim que o conteúdo atingir um grau de maturidade suficiente, ele deve ser congelado pelo administrador do sistema.

Esse é o policiamento usado pela Wikipédia, que também sofre esse tipo de vandalismo por pessoas interessadas em distorcer as informações. Os verbetes que atraem mais vândalos digitais são os voltados a fatos históricos e assuntos políticos. Alguns desses artigos não precisam mais de contribuições, o seu conteúdo já está completo. Então os administradores congelam a sua edição para evitar edição mal-intencionada do verbete.

Em ambientes educacionais, esse tipo de tarefa pode ser desempenhado pelos próprios alunos. Os chamados monitores de conteúdo devem ter acesso freqüente à internet, para acompanhar a edição e adição de conteúdo aos artigos.

Então aqui vai uma pequena lista de ações necessárias, para evitar problemas com conteúdo inapropriado:

  • Avise aos usuários sobre as penalidades, para quem adiciona esse tipo de conteúdo.
  • Algumas regras e limites devem ser estipuladas e comunicadas aos usuários
  • O acesso aos artigos e ambientes deve ser restrito, para evitar constrangimentos. Isso vale para Wikis, Blogs e o LMS.
  • Selecione alunos para atuar como monitores online. Eles devem policiar o ambiente.

Gestão acadêmica gratuita com o Google Docs

A gestão tecnologia de uma instituição de ensino seja ela de qualquer porte, sempre foi um problema. Seja devido à falta de recursos tecnológicos ou então pelos custos necessários a implantação de sistemas comerciais, com módulos de gestão acadêmica. Já vi instituições de ensino, gastar pequenas fortunas, com sistemas que simplesmente não funcionam, por falta de conhecimento das pessoas que os utilizam ou mesmo por deficiências na ferramenta.

Como escrevi há alguns dias atrás um artigo falando sobre as ferramentas do Google para educadores, resolvi mostrar como é possível fazer um sistema de gestão acadêmica, mesmo que simplificado, usando o Google Docs. Claro que o sistema é simples, não envolvendo nenhum tipo de gestão de recursos financeiros. Apenas de dados acadêmicos, como freqüência e notas. Mesmo que a sua instituição de ensino já use um sistema de gestão acadêmica, esse método pode ajudar principalmente as escolas públicas, que não precisam fazer esse gerenciamento financeiro. Mas se você precisa compartilhar informações com outros professores, sobre alunos o método pode ajudar bastante.

Qual a premissa de um sistema de gestão acadêmica? O objetivo é alimentar um sistema, que possa manipular e apresentar os dados de maneira organizada, para qualquer pessoa acessar.

Gestão Acadêmica

Os professores da instituição alimentam o sistema com dados, para que essas mesmas informações possam ser aproveitadas no futuro, pela coordenação do curso ou pela secretaria. Para emissão de certificados e históricos. Ora, isso pode ser muito bem realizado com as opções de compartilhamento de documentos e colaboração online do Google Docs.

Por exemplo, podemos criar uma nova planilha que funcionará como um diário de classe. O professor pode adicionar o nome dos seus alunos e dias de aula. A cada novo dia, ele pode adicionar novos dados.

Caso você esteja se perguntando, mais isso vai acabar virando uma bagunça! Realmente se não forem tomadas algumas medidas de controle, existe o risco de que o sistema fique bagunçado. Veja os cuidados necessários para o que tudo corra bem:

  • O proprietário da planilha deve ser o coordenador do curso ou alguém da secretaria
  • Todos os professores devem adicionar novos dados assim que eles estiverem disponíveis
  • O proprietário da planilha deve sempre estar com contato com os usuários que compartilham poderes de edição.
  • O proprietário da planilha deve assinar o feed RSS para acompanhar as atualizações

Esse último item é muito importante, para garantir que ninguém realize alterações nos dados sem o controle da coordenação ou secretaria. Mas como fazer isso? Caso você nunca tenha usado o Google Docs, repare que na parte inferior dos controles para colaboração, existe um ícone na parte inferior que permite acompanhar as alterações realizadas, usando feeds RSS.

Com essas dicas você consegue criar uma bela gestão acadêmica, com colaboração online. Totalmente gratuita. Bem, no artigo apenas passei a dica, sobre a ferramenta. Mas como podemos usar o Google Docs? E alimentadores de notícias RSS?

Para isso, recomendo que você leia esses dois artigos:

Pronto! Agora você já pode organizar melhor as informações relacionadas à sua instituição de ensino ou seus treinamentos. Abandone de vez o papel, ou então use esse sistema como backup para as informações armazenadas no sistema de gestão da sua instituição.