Ambientes virtuais e jogos na contextualização do aprendizado

Uma das maneiras mais eficientes para maximizar a experiência educacional é com a contextualização. Quando o educador consegue levar para a realidade dos alunos, qualquer assunto, o tema abordado é assimilado de maneira mais fácil. Isso acaba resultado em uma maior interação, por parte dos alunos e participantes. Nos últimos dias, estava lendo um artigo sobre um encontro realizado na Itália, cujo tema estava relacionado a treinamentos corporativos em empresas européias. Para ser mais exato o tema do encontro era “Training in Action – Innovate to Compete“.

Esse encontro reuniu vários especialistas em educação do mercado Europeu, para discutir e debater assuntos relacionados a treinamentos corporativos. Entre os assuntos dos debates, estão os temas mais importantes para o mercado de [BP]treinamento corporativo[/BP] na Europa. Um desses temas me chamou a atenção, quando citava à utilização de jogos e [BP]ambientes virtuais[/BP] como forma de aprendizagem.

Second Life

Essa seria uma maneira eficiente de unir entretenimento e educação, com ferramentas de simulação e contextualização muito apuradas, sem falar que permite total colaboração entre os participantes.

No congresso foi inclusive levantado um problema educacional (corporativo), pelo qual a Europa irá passar em alguns anos. O problema é que nas próximas Olimpíadas de Londres em 2012, aproximadamente 100.000 pessoas devem estar envolvidas direta e indiretamente na organização. Essas pessoas precisam receber treinamentos para saber lidar com um número considerável de situações. Desde atendimento a turistas, até treinamentos relacionados à segurança. A pergunta era como treinar esse pessoal? Claro que um sistema baseado em ensino a distância é a solução.

Imagine a seguinte situação: O funcionário de uma empresa precisa saber como realizar uma abordagem mais eficiente no processo de vendas ou negociação com um fornecedor. Antes de enviar esse funcionário a campo, ele poderia fazer uma simulação em um ambiente virtual, tentando realizar a venda para outras pessoas ou participantes do ambiente virtual. A utilização de ambientes virtuais para contextualizar treinamentos já é utilizada há alguns anos, mas em setores mais específicos como nos simuladores de vôo, para o treinamento de pilotos.

Hoje em dia os custos de produção para essas simulações estão caindo drasticamente. Assim várias corporações médias já podem investir em treinamentos com a utilização de ambientes virtuais. Uma ótima opção é a utilização de ferramentas livres como o [BP]Blender 3D[/BP].

Um assunto que está muito em evidência hoje em dia é o [BP]Second Life[/BP], que é uma opção para treinamentos virtuais. Pois algumas pessoas já estão começando a utilizar esse ambiente para realizar treinamentos corporativos. Isso mesmo! Treinamentos corporativos no Second Life. Já pensou participar de uma palestra com uma personalidade famosa, online? Ou fazer um treinamento com participantes de todas as filiais da empresa, em várias cidades? As possibilidades são ilimitadas, tudo vai depender de como aplicar os recursos.

Como esse artigo já ficou longo e o assunto é complexo, prometo que nas próximas semanas volto a escrever sobre o assunto. Mas lembre que essa já é uma realidade, quando o assunto é treinamento. Essa virtualização veio para ficar!

Como aplicar Wikis no processo colaborativo?

Uma das maneiras mais simples de iniciar projetos colaborativos é com a utilização de Blogs. Mas, se o objetivo é realmente partir para a construção coletiva de conhecimento, a melhor solução é utilizar uma Wiki. Mas o que é uma Wiki? Você já deve ter visto o termo em vários locais, mas nunca utilizou ou pensou em aplicar uma Wiki no seu cotidiano. Pois uma Wiki é semelhante a um Web Site, só que todo o conteúdo desse ambiente é adicionado e editado pelos usuários. Essa é a essência da colaboração, várias pessoas colaborando para construir um documento único.

As aplicações das Wikis são muitas, variando do ambiente acadêmico até o coorporativo. Dentro de uma empresa, uma Wiki pode ser aplicada dentro dos setores e departamentos, para documentar processos ou registrar idéias para um novo projeto. Tudo isso com a participação dos funcionários e colaboradores.

Para os ambientes acadêmicos os benefícios são ainda maiores, já que os trabalhos em equipe podem ser desenvolvidos a distância e com resultados imediatos. Hoje o que mais vejo são estudantes coordenando as suas atividades via e-mail, isso também é uma prática comum em ambientes coorporativos. Utilizar e-mail para coordenar atividades e projetos é um método arcaico e que já provou ser ineficiente. Isso acontece porque o acesso as informações no e-mail, ficam restritas ao proprietário da conta de e-mail, ficando difícil compartilhar as informações com os participantes do projeto.

Claro que é preciso haver coordenação em projetos baseados em Wikis, para que não exista nenhum tipo de abuso ou que um usuário distorça as informações adicionadas, como já aconteceu muito na Wikipédia. Apesar dessa necessidade de coordenação, os benefícios em se utilizar essa ferramenta são inegáveis no quesito colaboração. Então para educadores e gerentes de corporações, ao aplicar essa ferramenta em seus respectivos ambientes os participantes estarão em contato com o que há de mais atual em termos de colaboração.

Mas como utilizar? Onde está essa Wiki?

Um aspecto positivo em relação às Wikis é que o seu código fonte é Open Source, então é possível instalar uma Wiki em qualquer servidor que suporte a linguagem PHP. Mas para os profissionais que não tem disponível um servidor de hospedagem, existem serviços gratuitos que oferecem Wikis. Esses são alguns serviços que conheço:

Todos esses sítios oferecem serviços de hospedagem gratuitos de Wikis. Então para as pequenas empresas e educadores que desejam utilizar Wikis nos seus projetos, essas são opções de baixo custo. Além das opções gratuitas, esses sítios oferecem hospedagem paga, com algumas vantagens em relação à quantidade de Wikis e espaço de armazenamento. Para os educadores, ainda existe a opção de utilizar Wikis dentro dos sistemas de gestão para cursos a distância, como o Moodle, que disponibiliza a criação de Wikis internas.

Você ainda está em dúvida sobre o funcionamento das Wikis e as suas vantagens? Pois assista a esse vídeo, produzido pela Common Craft, mostrando como uma atividade relativamente simples como acampar, pode se beneficiar de uma Wiki.

Então agora que você conhece as vantagens sobre as Wikis, o que você acha de começar uma? Faça essa sugestão para os seus colegas de trabalho, seus alunos ou amigos. Essa interação e troca de informações será benéfica para todos!

A inspiração para esse artigo surgiu depois que li essa matéria no elearningweekly.

Informática na educação: Os educadores na era da Web 2.0

Nessas últimas semanas estava realizando pesquisas para escrever alguns artigos científicos, quando me deparei com a seguinte dúvida. Porque os educadores acabam deixando as ferramentas Web de lado, na hora de educar ou ensinar? Claro que isso não é um fato generalizado, mas ainda são poucos os professores que utilizam ferramentas provenientes da Web 2.0, para que alunos e educadores possam interagir de maneira mais fácil. Isso inclui a grande maioria dos alunos, já que o acesso a internet está se tornando cada vez mais fácil e barato, até mesmo em muitas regiões do interior do país! Para constatar isso, uma consulta rápida aos seus alunos vai comprovar que a grande maioria deles possui um perfil no Orkut! (Então acesso a internet não é desculpa)

Até as próprias instituições de ensino não incentivam os docentes a utilizar essas técnicas, por diversos fatores. Seja por limitações tecnológicas ou simplesmente pelo fato de não saber aplicar essas novas tecnologias no processo de aprendizagem. Por exemplo, como utilizar de maneira eficiente Blogs e Wikis? Qual a maneira mais eficiente de utilizar um vídeo no processo de educação? Fora isso ainda existe a gestão do conteúdo, que deve ser realizada pela coordenação de curso, como verificar a qualidade do material?

Fica difícil utilizar essas ferramentas em um ambiente de aprendizagem, sem um suporte consistente na parte tecnológica, ainda mais quando os educadores não utilizam as tecnologias sequer para fins particulares. Isso mesmo, a utilização dessas tecnologias para projetos particulares é uma ótima maneira de aprender. Porque não criar uma Wiki, com os assuntos abordados nas suas aulas? Hoje em dia vários servidores de hospedagem oferecem planos baratos, alguns por 8 Reais/Mês. Claro que o problema não é o custo, mas sim a tecnologia.

O que fazer então? Qual a solução? Bem, para os educadores interessados em iniciar uma experiência com ferramentas colaborativas, mas que ainda não se sentem a vontade com as tecnologias na internet, a melhor opção é começar com um Blog no Blogger. Isso mesmo! Pode até parecer simples, mas a parte de tecnologia fica por conta do Blogger. O educador fica responsável apenas pelo conteúdo, atualização e divulgação.
Mas como um Blog pode ajudar no processo de aprendizagem? Esse é o ponto principal em que muitos educadores erram.

Um Blog deve ser encarado como uma ferramenta de comunicação e interação. O conceito de diário virtual dos Blogs deve ser deixado de lado. Encarando o sistema como uma ferramenta de comunicação fica fácil contextualizar a sua aplicação para a realidade nas salas de aula.

Uma boa parte do trabalho em educação consiste em comunicar e interagir com os alunos, não é? Pois com os Blogs é possível levar essa comunicação para um nível mais interativo, incentivando os alunos a comentar e participar de discussões nos artigos. Sem mencionar a possibilidade de associar a opinião dos educadores a fatos e eventos mais atuais. Tudo isso em um sistema que permite fazer pesquisas por histórico de artigos e assuntos (categorias).

Então o primeiro passo é visitar o Blogger, criar uma conta e começar a publicar os seus textos. Divulgue o endereço para os seus alunos, você já vai aplicar os conceitos de Web 2.0 na educação. Essa é uma realidade em outros países como EUA e Reino Unido, em que existem até conferencias com educadores utilizando Blogs como ferramenta de aprendizado. Veja o exemplo da Edubloggercon, realizada em Atlanta, EUA.

O que será que falta para os educadores brasileiros? Iniciativa? O importante é realizar o primeiro passo! Depois de começar a aplicar os Blogs como ferramenta de aprendizado, você não vai mais querer parar.

Ensino colaborativo com Moodle

Nas minhas experiências com ensino colaborativo, tanto em sala de aula como na coordenação de um curso técnico a distância, ficou claro que uma ferramenta tecnológica é fundamental para proporcionar os meios necessários, para a colaboração entre os alunos.

A ferramenta mais utilizada aqui no Brasil hoje para gerenciar cursos a distância, permitindo um ensino colaborativo é o Moodle. O curso em que sou coordenador utiliza essa ferramenta como sistema de interação e estudo dos alunos. Uma das grandes vantagens do Moodle é que ele foi concebido para funcionar sob a ótica do construtivismo social. Então ele já está preparado para oferecer colaboração online.

Essa colaboração pode acontecer de várias maneiras com o uso de fóruns, Wikis, Chats e outras ferramentas existentes no sistema. Uma das características interessantes em relação ao sistema é o fato de não ser possível induzir o aprendizado dos participantes dos cursos. Isso mesmo!

Moodle Logo

O sistema foi desenvolvido de maneira a deixar a progressão das aulas e tópicos a critério dos estudantes. Então fica complicado induzir um aluno a completar a aula de número 3 somente depois de finalizar a aula 2.

Nos próximos meses estarei investindo em uma escola online, voltada para educação profissional. O sistema utilizado pela escola para treinamentos e gestão dos cursos a distância será o Moodle. Você pode verificar um piloto dessa escola no meu sítio pessoal.

Hoje só tenho um curso pronto, mas logo estarei disponibilizando mais cursos nessa escola piloto. A experiência com o Moodle tem sido muito boa, e ao longo do processo publicarei mais novidades sobre a gestão desses cursos.