Tarefas com envio de arquivos no Moodle para cursos a distância

O Moodle oferece algumas ferramentas e opções muito interessantes, para professores e instituições de ensino que pretendam usar a internet como apoio ao ensino. Uma dessas opções mais úteis depois dos questionários é a tarefa com envio de arquivo, em que o professor ou tutor pode elaborar uma pesquisa ou tarefa, resultando em um arquivo de texto, planilha ou apresentação. O sistema pode recolher o arquivo e organizar o material para o professor de maneira automática, com algumas vantagens como a possibilidade de adicionar comentários e prazos com data e horário para o envio do material. Na maioria dos casos, os professores recebem o material dos alunos por e-mail, o que pode gerar envios fora do prazo e uma certa confusão no professor.

Pois, as mensagens dos alunos se misturam com mensagens relacionadas com outros assuntos. Caso você não conheça esse tipo de tarefa no Moodle e gostaria de visualizar um pouco do seu funcionamento, encontrei três ótimos vídeos elaborados pela Universidade de Nova Jersey nos EUA, que ensina muito bem o funcionamento desse tipo de tarefa.

O primeiro vídeo mostra uma introdução breve às tarefas no Moodle, com as diferenças entre os tipos. Por exemplo, existem tarefas de envio de arquivo, texto online e outras.

No segundo vídeo, o pessoal da parte tecnologia voltada à educação, mostra o funcionamento do envio avançado de arquivos para essas tarefas. São explicadas as funções de cada um dos itens de configuração, assim como as limitações e restrições que podem ser impostas aos alunos.

O último vídeo é o mais interessante para tutores e professores envolvidos com cursos e iniciativas de EAD. Ele mostra como é possível organizar as notas atribuídas aos alunos, assim como o feedback em texto que pode ser associado a cada tarefa enviada. Por exemplo, os alunos podem enviar os arquivos para o Moodle, e o tutor vai atribuir uma nota ao trabalho ao mesmo tempo em que adiciona um breve comentário, justificando a avaliação e quem sabe até fazendo sugestões para melhorar o trabalho.

Esse tipo de recurso é fantástico para gerenciar projetos que envolvem muito tempo de desenvolvimento, pois o professor ou tutor pode atribuir notas aos arquivos e solicitar que os alunos refaçam uma parte específica do trabalho. Enquanto o prazo do material estiver vigente, os alunos podem enviar novos arquivos com atualizações nos seus projetos.

Análise de palestra feita com o Apple Keynote 2009

Ontem tive a oportunidade de ministrar a primeira palestra usando a nova ferramenta da Apple para apresentações, o Keynote `09. Já tinha usado as versões anteriores para ministrar palestras e estou avaliando as novas ferramentas e opções do software, para literalmente substituir o PowerPoint ou o Impress do Open Office, como minhas ferramentas para palestras e aulas. Sempre que tenho a oportunidade de apresentar alguma coisa ou assunto, reparo que o impacto do Keynote sobre a platéia é muito positivo, principalmente pela qualidade dos gráficos animações, que deixam o visual mais interessante.

Sou adepto das apresentações mais limpas, voltadas para slides com conteúdo baseado em fotografias e com poucas animações, mas devo confessar que dessa vez acabei adicionando um pouco mais de movimento nos slides. Os efeitos de transição e animação são muito bonitos, como é característica como sempre.

Mas, não é na parte visual que o Keynote se destaca! A ferramenta apresenta algumas opções fantásticas para palestrantes e professores, no controle total da sua apresentação, principalmente no que se refere ao tempo decorrido da palestra. Assim que começamos a apresentação, as telas ficam divididas da seguinte forma, para a platéia ficam visíveis os slides e para o palestrante essa tela:

apple-keynote

Como você pode perceber, podemos visualizar a hora, tempo decorrido, slide exibido e próximo slide. Esse tipo de interface, visível apenas para o palestrante é fantástica! A visualização do tempo total da palestra é um excelente controle para o apresentador, que sabe os pontos em que é possível desenvolver mais o assunto ou acelerar o conteúdo.

Mesmo para os mais experientes palestrantes, a possibilidade de visualizar o próximo slide de uma palestra é muito interessante, pois dá uma noção do que está sendo comentado no momento e os próximos tópicos. Com isso, podemos discursar sobre um determinado assunto e preparar a platéia para o próximo slide.

Isso evita a famosa “cola” impressa que os palestrantes e professores levavam para suas apresentações e aula, com a seqüência de slides impressa. Essa consulta servia para que o palestrante tivesse uma idéia da ordem em que os slides são apresentados.

Com o tempo, pretendo falar um pouco mais sobre o Keynote e minhas experiências com ele, pois essa pode ser uma ótima oportunidade para as pessoas interessadas em melhorar o visual e fugir do senso comum, gerado por apresentações no PowerPoint. O Keynote pode ser copiado nesse endereço, junto com a suite iWork 09 da Apple como uma versão de testes por 30 dias.

Caso você queira saber, o tema da minha apresentação foi “Metodologias para produção de conteúdos em cursos online”.

Alguns erros comuns em projetos de cursos EAD

Os motivos que geralmente fazem um curso a distância fracassar, geralmente são parecidos em todos os casos, pois são fruto da falta de experiência ou planejamento da instituição de ensino ou do desiger instrucional. Um dos motivos mais comuns está relacionado com o baixo investimento em tutoria, e não estou falando de investimento financeiro, mas sim da baixa importancia que a tutoria tem nos cursos.

Como sempre é bom relembrar os principais motivos que fazem esses cursos fracassar, recomendo a leitura desse artigo listando esses motivos para a falta de sucesso dos cursos. O texto está em inglês, mas ainda assim quase todos os aspectos abordados no artigo se aplicam a realidade das nossas instituições de ensino e projetos de curso.

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Esse é um breve resumo do conteúdo apresentado no artigo, com alguns comentários.

  • Depois que o curso for lançado, ele não precisa mais de suporte: Muitas instituições de ensino acham que um curso pela internet, pode sobreviver sem nenhum tipo de manutenção, o que é um absurdo. O funcionamento desse tipo de iniciativa é semelhante aos cursos presenciais, eles precisam de acompanhamento constante.
  • Ignorar o público-alvo: No projeto do curso é necessário antes de qualquer planejamento, identificar e mensurar o público-alvo, para que as iniciativas e material didático possa ser planejado especificamente para essas pessoas.
  • Não se preocupe com o material didático: Os cursos EAD são basicamente fundamentados em auto-estudo. O que faz o material didático parte fundamental de qualquer iniciativa de aprendizagem pela internet. Deixar esse tipo de
  • Não escolher de maneira adequada o LMS: Essa é uma parte do planejamento em que muitas instituições de ensino acabam sacrificando um bom design instrucional, com a escolha de um LMS deficitário. Antes de fazer a escolha do sistema, faça pesquisas e procure se informar sobre a opinião do sistema escolhido para fazer comparações com a aplicação em outras instituições.
  • Não é necessário ensinar aos alunos como funciona o sistema LMS: Com o LMS definido é hora de ensinar aos alunos os procedimentos necessários para usar o sistema. Não assuma que a interface é intuitiva, ensine tudo que os alunos precisam aprender. O erro mais grave que um projeto pode cometer é assumir que os alunos já conhecem alguma coisa.

Para conferir mais alguns itens, com comentários mais abrangentes do tipo mito vs. realidade, visite o artigo original.

A lista mostra alguns problemas que podem ser facilmente evitados e contornados com simples planejamento. Por isso é que a equipe de design instrucional precisa planejar e simular os ambientes em que o curso deve ser oferecido. Se os alunos ou laboratórios da instuição de ensino, não oferecerem condições para material didático multimídia a solução é investir em texto.

Um bom LMS é fundamental também, mas é necessário planejar a oferta do curso e também o fechamento dele. É importante simular o fechamento das notas ou resultados, para verificar os relatórios emitidos por esse LMS, para evitar problemas e atrasos na emissão das notas.

Qual o fator mais importante? Bem, acredito que falta de orientação para os alunos é a pior de todas. Se as pessoas não conseguem usar o seu sistema LMS, para localizar os conteúdos e recursos do curso não é possível nem dizer que o projeto falhou, pois ele sequer começou. Antes de qualquer coisa é necessário presumir que os alunos não sabem absolutamente nada! Presumir que as pessoas já conhecem alguma coisa, significa começar errado.

Pré-requisitos para atividades e recursos no Moodle 2.0

Os cursos ministrados pela internet oferecem uma liberdade para os alunos que dificilmente, poderia ser igualada por cursos presenciais. Essa é uma vantagem indiscutível dos chamados cursos EAD. Mas, apesar do avanço em termos de controle sobre o aprendizado, é necessária disciplina para aproveitar essa liberdade. Se você ministra, ou já ministrou aulas, sabe que para a maioria dos alunos esse tipo de contole não funciona. Muito pelo contrário, os alunos precisam da orientação de um professor ou tutor. Para comprovar isso, basta averiguar a quantidade de alunos que consegue aprender sozinho, apenas mediante leitura. O resultado será um número extremamente pequeno de pessoas que efetivamente consegue aprender sozinha.

Com o tempo isso tende a mudar.

Mesmo com esse cenário de dependência dos professores, as iniciativas de cursos pela internet ainda são válidas e funcionam como exercício para mudar esse quadro. Para ajudar no processo de aprendizagem inicial, um sistema que direcione os alunos pelas atividades de um curso é fundamental! A próxima versão do Moodle está para adicionar um fantástico sistema de pré-requisitos. Esse recurso já foi comentado aqui no blog, mas se você ainda não conhece o recurso, o vídeo abaixo mostra muito bem o seu funcionamento.

O Vídeo foi produzido por Julian Ridden, que mantém um sistema chamado Playpen em que é possível fazer testes com recursos ainda em desenvolvimento para o Moodle. No vídeo ele mostra o Activity Lock, que permite trabalhar com pré-requisitos nos cursos.

O funcionamento do chamado activity lock é simples, para cada recurso ou atividade adicionado ao curso, é possível determinar outros recursos ou atividades que tenham sido previamente consultados. Com isso, os alunos precisam obrigatoriamente seguir a ordem determinada pelo autor do curso.

Apesar de ajudar muito o trabalho de design instrucional, ainda não é a solução definitiva para a dependência dos alunos. O ideal mesmo é incentivar a leitura como forma de auto-aprendizagem.

Caso a sua instituição de ensino tenha um ambiente de testes para sistemas LMS, uma versão preliminae do Moodle 2.0 pode ser copiada aqui. Lembre que essa versão deve ser usada apenas para fins de avaliação e não deve ser usada como seu ambiente principal.

Técnicas para aprender melhor

O início do ano letivo está chegando, a maioria das instituições de ensino deve começar as suas aulas no início de Fevereiro. Além dos procedimentos normais de revisão e atualização do material didático, assunto que deve ser abordado aqui no blog nos próximos dias, um ponto que muitas vezes é relegado para o segundo plano e deve ser abordado com seus alunos é; como aprender e estudar melhor. Sempre que posso estou fazendo sugestões para que os alunos possam criar o seu ambiente pessoal de aprendizagem (PLE), para que possam acompanhar e estudar melhor usando tecnologia. Mas, ainda assim existem algumas dicas e procedimentos simples que podem fazer a diferença, principalmente para os alunos que têm dificuldades no aprendizado (a maioria).

Um artigo muito interessante de uma psicóloga chamada Kendra Wagner, aborda o assunto com várias dicas e técnicas para melhorar o aprendizado. Mesmo para professores e acadêmicos formados, algumas dicas podem ser de grande utilidade, por abordar um tema importante para os “trabalhadores do conhecimento”, afinal o estudo e aprendizagem fazem parte do nosso trabalho.

Russian Concentration

O objetivo desse artigo não é copiar o que foi indicado, para isso recomendo que você faça uma visita a página original que está em inglês. Para as pessoas com dificuldades no inglês, esse link tem uma tradução automática do texto para português.

Esse é um pequeno sumário das principais dicas, que considero as mais valiosas:

  • Sempre que aprender uma coisa nova, mantenha o assunto vivo na sua memória, colocando o conhecimento em prática
  • Aprenda de várias maneiras como por meio de livros e material multimídia
  • Ensine o que você aprendeu para outras pessoas (Essa é uma das maneiras mais eficientes de aprender!)
  • Utilize conhecimentos prévios no seu aprendizado, para construir uma cadeia de conhecimentos
  • Procure por respostas para as suas dúvidas em vários meios, para conseguir novos pontos de vista sobre o assunto
  • Adquira experiência prática naquilo que é foco dos seus estudos
  • Aprenda e analise as maneiras como você aprende melhor
  • Use testes e exercícios para potencializar o seu aprendizado
  • Faça uma coisa de cada vez! Uma das maneiras de sabotar o aprendizado é a multi tarefa, em que o aluno acaba fazendo várias coisas ao mesmo tempo, sendo uma dessas coisas estudar

As dicas do artigo são extremamente valiosas e pode servir para uma possível apresentação ou aula inaugural para seus alunos no primeiro dia de aula. Já selecionei algumas dessas dicas para passar para meus alunos!