Novas ferramentas e opções para integrar o Moodle com o Second Life

O projeto Sloodle tem como objetivo integrar os ambientes do Moodle com o Second Life, para que educadores possam trabalhar em ambientes tão diferentes sem a perda dos registros dos alunos. Por exemplo, já imaginou como seria ótimo poder usar o Second Life como base para apresentar algum tipo de conteúdo em 3d e ter o registro, dentro do Moodle que o aluno efetivamente visitou aquele espaço no mundo do Second Life? Seria fantástico e um grande avanço na integração dos dois sistemas. O Sloodle ainda não é perfeito, mas a cada nova atualização ele ganha mais ferramentas.

Um vídeo muito interessante foi publicado nos últimos dias, mostrando as novas opções de compartilhamento de conteúdos entre o Moodle e o Second Life.

O vídeo mostra a configuração de um módulo no Sloodle, usando uma apresentação em slides. O módulo no Moodle se chama Sloodle presenter, que permite trabalhar com apresentações semelhantes à slides.

Depois que o módulo é criado, precisamos adicionar várias imagens em seqüência para que a apresentação seja criada. Pode até ser um pouco trabalhoso adicionar várias imagens para criar uma apresentação, mas essa é a maneira mais simples de fazer a integração e controlar o processo, direto do Moodle.

Se for necessário é possível usar web sites e até mesmo vídeos no módulo! O autor do tutorial adiciona esses recursos na página do Moodle, em que o módulo é adicionado.

Quando tudo está devidamente configurado, o autor parte para o Second Life para configurar a ligação com o módulo. Assim que o módulo está com a ligação efetuada, o professor pode passar o material dentro do ambiente 3d de maneira muito semelhante ao que acontece com Slides.

Para os professores de universidades e instituições de ensino que adotam o uso do Second Life como ferramenta educacional, o Sloodle é uma excelente opção para integrar um LMS ao processo e controlar o acesso e os conteúdos dos alunos. Hoje o hype em volta do Second Life é muito menor que há alguns meses atrás, mas ainda assim é uma opção interessante para compartilhar conteúdos e promover uma contextualização mais personalizada.

Como os recursos e largura de banda necessárias para trabalhar efetivamente com o Second Life ainda são de difícil acesso aqui no Brasil, esse tipo de recurso educacional ainda é muito restrito para a grande massa.

Quando o uso de conceitos é melhor que notas?

No processo de fechamento de notas para o final do semestre, os professores se deparam com um verdadeiro festival de notas, representando as diferentes escalas de aprendizagem de um aluno na sua disciplina. sempre que isso acontece, fico fazendo comparações entre os alunos que estão em escalas próximas, mas com diferenças significativas no aprendizado. Esse é um tema controverso e que não tem resolução simples, pois as metodologias de avaliação para o aprendizado ainda são motivo de muito debate e pesquisa.

Dois alunos com notas 6 e 8 respectivamente, estão próximos na escala de notas mas dependendo da disciplina em que os dois estão inseridos, e a maneira com que foram avaliados, um deles pode estar apto para o mercado de trabalho e o outro não! Por incrível que pareça, o mais apto pode ser o que tirou 6.

Algumas instituições d ensino profissional, adotam uma maneira diferente de avaliar seus alunos para evitar esse tipo de problema, que é o uso de conceitos ao invés de notas para avaliação. Por exemplo, em um determinado item de uma disciplina, o aluno recebe um conceito como “suficiente” ou “insuficiente”. Esse tipo de avaliação é muito mais dura com o aluno e exige altos níveis de análise por parte do professor, coisa que uma prova escrita não consegue transmitir.

Failure at technology, apparently

Repare que nesse exemplo não existe meio termo, ou o aluno sabe ou não sabe. Para quem precisa avaliar o aprendizado é muito mais simples, você não precisa ficar tentando adivinhar o que fez os alunos com notas 6 e 8 fizeram, ou deixaram de fazer para conseguir essas notas.

Outro ponto interessante sobre essa metodologia, quando o aluno é avaliado em uma disciplina, a mesma é quebrada em várias competências desenvolvidas pelo aluno ao longo da disciplina. Ele é então avaliado em cada uma dessas competências, para que no final possa conseguir ser aprovado na mesma.

O uso de conceitos na substituição de escalas em notas é um conceito moderno e eficaz para classificar e mensurar o aprendizado, sem deixar margem para interpretações errôneas.

Apesar de ser um modelo fantástico para quem analisa de fora, esse tipo de avaliação encontra sérias resistências por parte dos professores, acostumados a trabalhar com notas durante toda a sua vida, acabam não se dedicando ao processo. Como esse tipo de avaliação envolve em alguns casos a aplicação prática do que foi estudado, professores com perfil muito acadêmico e teórico, acabam tendo muita dificuldade na aplicação do modelo.

Ao mesmo tempo, a vantagem do conceito como forma de avaliação é o seu maior complicador. Com todos os contratempos, ainda acredito muito nesse tipo de avaliação como aposta para o futuro da educação.

Como reverter uma disciplina no Moodle para seu estado inicial?

A vida de um professor sempre fica mais atribulada no final do semestre, principalmente quando estamos chegando ao final de mais um ano letivo. Os alunos estão querendo entrar de férias a qualquer custo, mesmo os que não obtiveram média suficiente para passar em uma determinada disciplina. Por isso, apesar de me dedicar ao design instrucional, a atividade de professor consome boa parte do meu tempo nesses final de semestre. Esse é um dos motivos pelos quais o blog está meio parado. Mas, hoje consegui uma pequena pausa nas correções para conferir alguns vídeos e notícias sobre o Moodle, e EAD pelo mundo.

Aqui no Brasil estamos no final do semestre, mas no hemisfério norte as coisas estão apenas se aproximando de uma pausa momentânea para as festas de natal e ano novo.

Um vídeo bem interessante para os usuários do Moodle, mostra o procedimento para retornar uma disciplina para o seu estado inicial. Sim, em algumas ocasiões em que você apenas gostaria de excluir os dados dos alunos, mas mantendo a estrutura básica da disciplina com os fóruns, chats e questionários de maneira como se eles nunca tivessem sido usados.

Antes de usar esse recurso, é de suma importância que você tenha certeza que não vai mais precisa das informações dos seus alunos, mantendo uma cópia de segurança para as emergências eventuais. O tutorial abaixo mostra de maneira segura, o local e opções disponíveis no Moodle para “resetar”, se você me permite o neologismo, uma disciplina para o seu estado inicial.

O procedimento é bem simples, e caso seja necessário o tutor ou professor pode escolher várias opções para manter material disponível. Por exemplo, o curso pode ter os dados dos alunos excluídos, mas as mensagens dos fóruns mais importantes podem ser mantidas. Assim como as tentativas dos questionários e trabalhos desenvolvidos em formato Wiki ou livros. A idéia é fazer um filtro, em que o tutor tem liberdade para escolher os itens que são mais importantes para a disciplina.

Nesse caso, como tudo deve começar novamente na disciplina o tutor precisa entrar nas configurações do curso e alterar dados relacionados com datas, como o início dos questionários e até mesmo a descrição do curso, em que as datas para inscrição possam ser usadas pelos alunos.

Essa é uma dica simples, mas que pode evitar o que acontece em muitos casos que é a instalação de um novo sistema, toda vez que um novo semestre está começando.

Qual a influência do storyboard no desenvolvimento de material educacional?

Uma das primeiras coisas que aprendemos quando começamos a trabalhar com design instrucional; é que a parte de criação de conteúdos é o processo mais trabalhoso e dispendioso na elaboração de qualquer curso. Isso pode ser dito em qualquer escala e escopo de curso, mas em atividades como cursos a distância, o processo pode assumir proporções bem maiores, e se tornar um entrave para o desenvolvimento de novos materiais e até mesmo novos cursos, já que nessa modalidade o curso está diretamente relacionado à qualidade do material de apoio.

Sempre que converso com alguém que está interessado em começar a desenvolver materiais educacionais, essa pessoa me pergunta se existe alguma técnica ou estratégia para acelerar o processo. Será que existe mesmo? Depois de muito tempo pesquisando e participando da criação de materiais educacionais, inclusive nos meus dois últimos livros que escrevi, descobri uma maneira até muito bem fundamentada de acelerar o processo.

A solução é; sempre comece pelas imagens!

Sim! A resposta pode até mesmo parecer simples, mas o uso dessa metodologia pode acelerar em muito o processo de criação. Basta parar um pouco para pensar, que estamos condicionados a trabalhar primeiro com a parte textual dos conteúdos, explicando tudo em palavras, fazendo listas e tudo mais, para depois encontrar imagens que possam ilustrar esse material que já foi escrito. Mas, quanto tempo foi necessário para trabalhar esse material? 1 mês? 6 meses? Será que seria possível fazer o mesmo em 3 semanas?

Storyboard

Depois de apanhar algumas dificuldades com a elaboração de materiais educacionais, certa vez recebi um trabalho que era o de escrever a explicação para uma excelente apresentação em slides, que estava totalmente fundamentada em imagens. Apesar de ser composta por quase 40 slides, a apresentação me tomou apenas 1 semana para descrever o processo completo, inclusive a parte em que precisei estudar os infográficos e pesquisar muito na internet para descrever alguns processos.

Esse trabalho me chamou a atenção para o poder que as imagens têm sobre a explicação de um processo, seja ele qual for. Por isso, hoje sempre seleciono as imagens e os gráficos que usarei em trabalhos, mesmo que sejam textuais, e em apresentações em PowerPoint nem se fala! As imagens já podem servir como ponto de partida para os slides.

Podemos até mesmo fazer uma analogia com a produção de filmes, em que antes mesmo de começar a fazer as filmagens, sempre é elaborado um storyboard com a seqüência completa de ação, para que seja possível entender completamente o que está acontecendo.

No nosso caso, a criação de material educacional pode ser fundamentada nas imagens e diagramas. Caso você não consiga explicar o procedimento, explique a seqüência de imagens! Assim as suas idéias nunca ficam desviadas do assunto principal do texto ou apresentação.

Como lidar com interrupções em apresentações e palestras?

Uma coisa que sempre deixa muita gente nervosa em apresentações, tirando a parte do falar em público são as interrupções que eventualmente podem acontecer nas palestras. Essas interrupções são comuns e podem quebrar o ritmo de uma boa palestra. O medo dos palestrantes é de aparecer alguma interrupção com a qual ele não possa lidar, como uma pergunta que foge do escopo da apresentação e passar a idéia de que não conhece o assunto. Já vi muitas pessoas, que demonstravam confiança em relação ao assunto da palestra que estavam ministrando, mostrar habilidade em dizer que desconhece o assunto, e outros que se complicavam em tentar explicar algo que não dominam.

Como lidar com isso?

Se você quiser um material mais extenso, recomendo a leitura desse artigo sobre o assunto em língua inglesa.

Orange Question Mark Button

Agora, na prática existem algumas coisas que são de conhecimento da maioria dos professores, com um pouco de experiência na sala de aula. No meu caso, eu geralmente faço o seguinte quando sou interrompido em aula, ou durante uma palestra:

  1. Deixo que a pessoa faça a pergunta ou questionamento até o final
  2. Caso a pergunta seja respondida na mesma aula ou palestra, informo apenas que ela deve aguardar um pouco para que a pergunta seja respondida
  3. Se o assunto for completamente diferente da aula ou palestra, eu me comprometo a falar com a pessoa quando a apresentação terminar, para passar a indicação de livros ou web sites sobre o assunto
  4. O mais importante é que você consiga responder prontamente, mesmo que seja com um sincero “desconheço esse assunto, mas posso indicar fontes de pesquisa”
  5. Depois de esclarecidos os pontos, retorne para a sua apresentação e termine a linha de raciocínio

Como você pode perceber, os procedimentos são simples e evitam a maior parte dos problemas e da maior causa de descontentamento em apresentações, que é a sensação de pânico ou desconforto do palestrante. O mais importante é manter a calma e se preparar para qualquer eventualidade.

Para professores mais experientes, isso é fácil, pois com o tempo é possível reunir uma boa gama de perguntas freqüentes, feitas durante as apresentações e até usar isso, como fonte de informação para um slide no final da apresentação, ou até mesmo pontos que devem ser comentados mesmo no final.