Como começar uma apresentação em PowerPoint? Pelo conteúdo ou visual?

Estava conversando hoje com uma pessoa interessada em elaborar uma apresentação em PowerPoint, quando ela me perguntou se eu poderia ajudar, criando a parte visual da apresentação, para conseguir um efeito mais agradável nos slides. A minha resposta? Bem, disse que poderia fazer sem maiores problemas, mas e o conteúdo? Como devem ser elaborados os slides? Quais a palavras chave? Essa mesma pessoa me respondeu que ainda não tinha o conteúdo pronto, mas que eu já poderia ir criando o visual para os mesmos.

Mas como isso é possível? Será que a parte visual dos slides deve ser elaborada antes do conteúdo?

A resposta é não! Eu imediatamente rebati a proposta, me colocando a disposição para elaborar o material, contanto que os conteúdos textuais estivessem prontos.

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Depois de pensar um pouco, percebi que isso é uma prática comum até mesmo entre professores mais experientes, e instituições de ensino também acabam caindo na armadilha, de enviar para seus professores, modelos de apresentação no PowerPoint para que seus professores possam elaborar aulas.

O resultado? Aulas que envolvem grande quantidade de carga cognitiva, com explicações e raciocínio precisam ser elaboradas no mesmo espaço e diagramação, que conteúdos técnicos com a exposição de fórmulas matemáticas e teorias matemáticas.

A conseqüência disso são aulas chatas, com apresentações padronizadas e sem o menor nível de criatividade.

Bem, o que eu quero com esse artigo é sugerir a todos os designers instrucionais, que ao trabalhar com professores e possíveis palestrantes, é importante salientar que a criação dos conteúdos é o primeiro passo, antes mesmo dos visuais. Alguns autores especializados em apresentações, como a Nancy Duarte e o Garr Reynolds, recomendam até mesmo que você deva trabalhar com papel e caneta, para montar um storyboard da sua apresentação, antes de abrir o PowerPoint.

A vantagem em fazer isso é que você pode fazer correções no conteúdo, sem perder tempo localizando fotografias e gráficos, para textos que podem até mesmo não fazer mais parte da apresentação.

Portanto, se você estiver nessa mesma situação, recomendo orientar e convencer a pessoa, que o resultado será muito melhor com o uso de um “esqueleto” da apresentação, que já contenha os textos.

Tipos de atividades SCORM disponíveis no eXe

Hoje continuamos com a descrição dos tipos de atividades e recursos disponíveis para criar material no padrão SCORM, usando o eXe que já foi apresentado em dois artigos anteriores aqui do Blog. Para quem não lembra ou está chegando agora, o eXe é um software que permite a qualquer designer instrucional, sem custo algum, elaborar material educacional. Todo o material pode ser salvo no padrão SCORM, aceito pelos melhores e mais robustos sistemas LMS, como o Moodle e Sakai.

Bem, vamos conhecer a lista! Só para relembrar, o eXe permite que você crie documentos complexos com sistemas de navegação interna e que misturam vários elementos. Esses elementos são adicionados na parte esquerda do eXe, simplesmente com um duplo clique sobre os seus respectivos títulos.

A parte lateral do eXe é chamada de iDevice ou como os criadores da ferramenta chamam, em tradução livre, seria algo como recursos instrucionais.

Aqui está a lista:

  • Atividade: Aqui temos uma atividade textual, em que o aluno precisa realizar alguma tarefa fora do computador.
  • Estudo de caso: Mais uma atividade textual, mas com o foco na criação de estudos de caso. A parte interessante desse recurso é que já existem partes prontas, para inserir a história, atividade e o feedback no caso.
  • Atividade de preenchimento: Esse tipo de atividade apresenta para os alunos frases, em que algumas palavras estão faltando. Os alunos precisam então, preencher os espaços vazios.
  • Link para web site externo: Como o próprio nome diz esse tipo de recurso simplesmente aponta um web site de interesse para o curso ou disciplina.
  • Texto livre: Caso seja necessário adicionar um bloco grande de texto no conteúdo, a melhor opção dentro do eXe é essa.
  • Galeria de imagens: Quando os textos requerem várias imagens para ilustrar o assunto, o professor pode usar esse recurso para adicionar uma galeria de imagens.
  • Ampliação de imagens: Se o aluno precisar verificar detalhes nas imagens, esse tipo de recurso pode ajudar na ampliação de algumas imagens, quando for necessário.
  • Java Applet: Aqui temos um tipo de recurso mais técnico, que pode adicionar nos conteúdos um aplicativo desenvolvido em Java.
  • Pergunta de múltipla escolha: Esse tipo de questionário permite adicionar em qualquer parte do conteúdo, perguntas de múltipla escolha, com apenas uma resposta certa.
  • Pergunta de múltipla seleção: Mesmo tipo de atividade com várias opções, mas com a diferença que podem existir mais de uma resposta correta.
  • Objetivos educacionais: Se você quiser evidenciar para seus alunos os objetivos de cada módulo, esse recurso permite adicionar um texto com o título pronto, para objetivos educacionais.
  • Pré-requisitos: Aqui também temos outro item, com o título pronto sobre pré-requisitos para que um determinado aluno possa acessar os conteúdos.
  • Rss: Um dos recursos mais interessantes da ferramenta, adicionar um feed RSS de um jornal ou Blog, para passar informações atualizadas para seus alunos.
  • Atividade de leitura: Orientações para uma atividade de leitura, com a descrição dos objetivos e a tarefa a ser realizada depois da leitura.
  • Reflexão: Tipo de texto que apresenta uma pergunta e mostra um feedback para os alunos.
  • Questionário SCORM: Aqui temos uma das vantagens em usar conteúdo SCORM, pois o eXe permite adicionar um questionário que registra no LMS o resultado da atividade. Assim o professor ou tutor pode cobrar do aluno o conteúdo de uma avaliação.
  • Perguntas de verdadeiro ou falso: Questionário simples com perguntas de verdadeiro ou falso.
  • Artigo Wiki: Com esse recurso, o autor da disciplina pode capturar um texto em uma Wiki, e publicar no conteúdo da aula. O professor ou tutor precisa ser o dono do conteúdo usado, para que o recurso funcione.

Eu sei que é muita coisa, mas essa é a vantagem de usar o eXe como ferramenta de design instrucional, o professor ou tutor tem uma grande gama de opções para construir a sua aula.

Nos próximos artigos sobre o eXe, vamos criar uma aula simples e depois adicionar o conteúdo no Moodle, para verificar a maneira com que ele é exibido.

Modelos de remuneração para professores e tutores de cursos a distância

Como remunerar um professor ou tutor em cursos a distância? Essa é uma das principais dúvidas dos gestores de instituições de ensino, quando começam a trabalhar com iniciativas voltadas a educação pela internet. O assunto é recente e pelo que pude apurar com alguns colegas que ministram aulas como tutores, e por experiências próprias também, pude perceber que cada instituição adota um modelo diferente de remuneração. Qual o melhor? Qual o mais justo? O assunto é polêmico e deve no futuro trazer até mesmo complicações trabalhistas, com professores acionando instituições na justiça, por trabalhar a noite e em horários pouco convencionais.

Today Was a Tough Day . . .

Existem no total vários tipos de remuneração para professores/tutores:

  • Por aluno: Esse é o tipo de remuneração mais comum, em que o professor tutor recebe um percentual sobre cada um dos alunos participantes do seu curso. Quanto mais alunos um curso tem, maior será a remuneração do tutor. Segundo a maioria das instituições de ensino, o tipo de remuneração por aluno é uma forma de estimular o tutor a motivar os alunos a permanecer no curso.
  • Por horas trabalhadas: Os chamados tutores fixos recebem dessa maneira, funcionando de maneira semelhante a um professor com carga horária fixa. Nesse caso, os tutores são mais generalistas e podem atuar em várias disciplinas ou cursos. Quando um tutor com conhecimentos mais especializados é necessário, o mesmo é contratado pelo regime de alunos.
  • Por quantidade de material: Por último, o modelo para produção de material que leva em consideração a quantidade de tópicos ou texto, que o chamado tutor de conteúdo vai produzir. Dentre todos os modelos de remuneração, esse é o que apresenta maior número de variações, pode ser por páginas, horas de produção, direito de imagem em vídeo e muitos outros.

Em minha opinião, os modelos que ligam quantidade de alunos a remuneração do professor, pode ser perigosa para a instituição, pois no começo dos cursos pela internet, a quantidade de alunos sempre é alta. Mas, em pouco tempo a alta evasão desses cursos pode retirar recursos financeiros do curso, inviabilizando em pouco o curso.

E você? Como é o modelo de remuneração da sua instituição?

Como integrar material produzido em Flash no Moodle?

Nos primeiros momentos em que uma instituição de ensino adota uma plataforma como o Moodle, para ministrar aulas pela internet, encontra algumas barreiras em relação ao desenvolvimento de conteúdos. Já participei de um projeto, em que os designers da instituição tinham um módulo interativo publicado na internet, totalmente desenvolvido em Flash, mas que não registrava nenhum tipo de informação relativa a participação do aluno. Quando o Moodle foi adotado como ferramenta LMS para as aulas, surgiu a seguinte dúvida; é possível enviar informações do Flash para o Moodle, para que as atividades dos alunos sejam projetadas como aplicativos multimídia?

Hoje em dia, praticamente todos os infográficos interativos são produzidos usando a tecnologia do Flash. Se esse tipo de material não estiver integrado ao sistema de ensino, o material irá funcionar apenas como uma ilustração, sem desafiar o aluno a usar os conteúdos como forma efetiva de aprendizado.

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Imagine a seguinte situação, ao invés de criar um questionário com palavras ou imagens estáticas, um professor de biologia pode desenvolver um infográfico interativo, que mostre diversas partes do corpo humano em imagens. Junto com as imagens, os alunos são estimulados a responder perguntas e identificar os nomes de ossos e músculos, com o uso do mouse.

E para melhorar ainda mais o desenvolvimento do material, o resultado da interação dos alunos com o infográfico, pode ser armazenado no sistema, como forma de avaliação. Como isso é possível?

Para realizar esse tipo de integração entre o Flash e o Moodle existe um módulo especial chamado Flash Activity no Moodle. O link leva até a página do módulo, que disponibiliza vários exemplos de como é possível trabalhar com material educacional desenvolvido no Flash e armazenado como atividades do Moodle.

Se você é estudante ou trabalha com design instrucional, recomendo muito a consulta a esse módulo e caso você ainda não saiba, comece a estudar o quanto antes o Flash. Com ele é possível expandir em muito as possibilidades de criação de infográficos, com a vantagem de registrar o desempenho dos alunos no sistema e usar o material para avaliação.

Como criar material educacional no padrão SCORM como eXe?

Assim que eu já havia prometido aqui no Blog, estou estudando a ferramenta eXe que foi listada como sendo um dos grandes destaques para a área de produção de conteúdo educacional. O eXe é o companheiro perfeito para professores e designers instrucionais que precisam elaborar materiais formatados no padrão SCORM. Com ele o professor pode planejar uma série de conteúdos, integrar mídias e até mesmo formatar avaliações sem a necessidade de uma sistema como Moodle. Depois que todos os conteúdos estão criados, o professor pode exportar o material como um arquivo zip, compactado com todo o seu conteúdo.
A melhor parte é a compatibilidade do padrão SCORM com vários sistemas educacionais diferentes. O mesmo conteúdo pode ser exportado para o Moodle, Blackboard ou Sakai. Tudo que o designer instrucional precisa é um sistema que aceite o padrão SCORM. Se o sistema da sua instituição de ensino não aceita esse padrão, esse pode ser um ótimo indicador da defasagem do sistema LMS.

Mas, como é que o eXe funciona?

A primeira coisa que você precisa fazer é instalar o software, depois de fazer o download na página oficial do projeto. Só para fins de constatação, o eXe é oriundo de uma universidade da Nova Zelândia.

A primeira coisa que você vai notar no software é que o seu funcionamento está integrado com um navegador web. No meu caso o Firefox, para isso ele simula um servidor web no seu computador local.

Portanto, ao criar conteúdos no sistema, você vai automaticamente estar formatando e visualizando suas aulas, no padrão em que o material será apresentado aos alunos.

Para que o entendimento dos conteúdos criados no eXe fique mais simples, vamos exemplificar o material como sendo um livro eletrônico que fica disponível o tempo todo na internet. O livro pode ser composto por vários tipos de materiais, que são adicionados ao pressionar os itens indicados no menu da esquerda.

Você pode usar várias opções para montar as suas aulas. Assim que uma nova opção é adicionada, será necessário incluir as informações de configuração dessa opção, como os textos no caso de um item do tipo “Free Text”.

No final da configuração, clique no pequeno ícone verde na parte inferior para confirmar, ou no vermelho para cancelar e excluir esse material.
Só para terminar essa nossa introdução a produção de material com o eXe, podemos dividir o nosso livro em várias páginas ou capítulos organizadas da maneira como você achar melhor. Na esquerda, logo acima das opções de materiais, podemos adicionar páginas e organizar os conteúdos.

Essa foi apenas uma visão geral de como funciona o eXe, nos próximos artigos sobre esse assunto, pretendo entrar em mais detalhes sobre os recursos interativos, disponíveis para designers instrucionais e professores, que precisam elaborar aulas pela internet.
Por enquanto, você já pode começar a se aventurar e tentar planejar as suas aulas, usando esse tipo de ferramenta.