10 maiores erros cometidos em apresentações e palestras

Mais uma lista com dicas sobre palestras e apresentações, agora as dicas foram compiladas pela revista Business Week e fala sobre os 10 erros mais comuns, cometidos por palestrantes e até mesmo por professores. Podemos tirar várias lições desse tipo de lista, principalmente se você acha que precisa melhorar as suas técnicas de apresentação e oratória. Trabalhe para evitar os erros apontados nessa listra, que certamente as suas apresentações devem dar um salto de qualidade.

Quem já ministrou algum tipo de aula, deve se identificar com alguns desses erros. No final do artigo eu comento o motivo. Antes de mais nada, o link para a matéria original em inglês é esse.

Man in meeting

Agora, vamos a uma tradução aproximada da lista com alguns comentários:

  1. Ler as anotações: Um dos mais comuns, quem não domina o assunto precisa sempre ler anotações ou até mesmo o slide. Essa é a maior prova que você não sabe muito, sobre o que está falando.
  2. Evitar contato visual: Esse é importante, para que as pessoas na audiência sintam que você está falando diretamente para eles. Tente não olhar para cima ou para o chão, isso pode passar a impressão que você não está se sentindo bem, fazendo a palestra.
  3. Não se vestir de maneira adequada: Antes de fazer qualquer tipo de palestra ou apresentação, analise o assunto e o público. Repare que as pessoas que falam sobre economia, dinheiro e negócios estão sempre de terno e gravata. Já as pessoas que falam sobre Cinema ou artes podem se vestir de maneira mais descontraída. Estude a sua audiência!
  4. Deixar transparecer tiques ou trejeitos com as mãos: Quer que as pessoas saibam que você está nervoso? É só gesticular sem parar com as mãos, colocar e tirar as mãos dos bolsos para que todos saibam que você está nervoso. Tente maneirar no movimento das mãos, uma boa técnica é segurar alguma coisa que ajude na apresentação, com uma caneta laser ou um controle remoto.
  5. Não revisar e ensaiar antes a apresentação: Se tivéssemos que eleger ao menos um dos erros, esse seria o meu escolhido. Quem ensaia a apresentação, antes de ministrar a mesma, tem a chance de corrigir todos os erros e até mesmo planejar melhor o tempo da apresentação.
  6. Ficar estático: Cuidado com os excessos de movimento, mas cuidado para não virar uma estátua! Os movimentos que o nosso corpo faz ao conversar são naturais, por isso você deve tomar cuidado também para não acabar ficando bitolado em ficar estático. Caminhe pelo palco, gesticule e saia do púlpito para se integrar com a audiência.
  7. Ler os tópicos dos slides: Apesar de ser parecido com o primeiro erro, aqui temos o erro clássico de ler os tópicos dos slides. Nunca, mas nunca faça isso!
  8. Não fale demais, apenas o necessário: O tempo das apresentações é algo que deve ser levado extremamente a sério, principalmente em ambientes corporativos. Planeje bem e seja objetivo. Algumas empresas começam a adotar as regras do 10-20-30 ou Pecha Kucha para evitar apresentações intermináveis.
  9. Não estimular a audiência: Se você não acredita que o assunto apresentado é interessante, pode ter certeza que a sua audiência não vai achar. Assim como um professor que dá aula sobre algum assunto que não gosta, um palestrante que não consegue contagiar e estimular a audiência deve repensar os seus conceitos e a dinâmica da apresentação.
  10. Não terminar a apresentação com uma mensagem ou fato inspirador: Por último, temos um erro muito interessante e que eu mesmo cometo às vezes. Muitas pessoas pensam que a parte mais importante da apresentação é o meio, com o conteúdo principal. Mas, a parte final da apresentação deve ser sempre encerrada com uma mensagem para reflexão, mensagem, imagem ou algo que inspire a audiência. Algumas das minhas apresentações têm isso, principalmente quando encontro uma charge ou ilustração relacionada com o assunto.

Pronto! Agora com essa quantidade razoável de erros identificados em apresentações, espero que você possa praticar mais as suas aulas ou palestras, para que a sua apresentação seja complementada por boas práticas.

Como criar modelos de apresentações para o PowerPoint?

As opções para fazer o download de modelos prontos para apresentações em PowerPoint são muitas, mas nem sempre satisfazem as necessidades da sua palestra ou aula. Nesses casos a melhor solução é fazer o seu próprio modelo, mas para isso é necessário um mínimo de conhecimento sobre design e edição de imagens, para criar o plano de fundo e os gráficos necessários para a apresentação. Boas noções de tipografia e composição de cores também são desejáveis, para que o resultado final possa potencializar a sua apresentação.

Bem, não sei quando a você, mas a maioria das pessoas não tem essas habilidades e nem que desenvolver as mesmas apenas para fazer modelos para o PowerPoint. Nesse caso, existem duas opções:

  • Contratar os serviços de um profissional, para que ele crie a sua apresentação em PowerPoint
  • Usar algum tipo de sistema, que possa criar para você o modelo da apresentação

O assunto desse artigo está relacionado com a segunda opção. O Presentation Helper desenvolveu um sistema muito interessante, que permite a uma pessoa criar seu próprio modelo de apresentação, inclusive adicionando símbolos e gráficos prontos. Tudo isso sem sequer abrir o PowerPoint.

powerpoint as a comic

Para acessar o sistema, visite esse endereço para começar a fazer o modelo.

O funcionamento é simples e está dividido em três fazes:

  1. Escolha a cor: Nesse ponto, você deve escolher a cor do Slide para que todas as suas decisões sobre gráficos e layouts sejam criadas usando esse esquema de cor.
  2. Escolha um layout para o slide: Agora é possível escolher a organização visual do seu modelo, existem várias disposições de texto e imagens disponíveis.
  3. Adicione gráficos e transições ao modelo: No final do processo, você pode escolher entre vários clip-arts disponíveis para ilustrar melhor o seu modelo de apresentação.

Pronto! No final do processo você tem um modelo para o PowerPoint personalizado que pode ser copiado do sistema. Lembre que esse tipo de sistema não produz um modelo com design aprimorado, mas pode ajudar muito na criação de modelos para apresentações de professores e palestrantes, com pouca ou nenhuma aptidão para design de informação.

Se você não gostar desse modelo, então a solução é usar um modelo pronto para a sua apresentação.

Infográficos e infografia: como fazer?

Apresentar dados em formato de imagem, sempre é um grande desafio para as pessoas envolvidas com palestras e apresentações. Usar imagens consiste na melhor técnica, para prender a atenção das pessoas envolvidas e dar mais vida a um slide em PowePoint. Nesse sentido, a infografia pode ajudar muito na apresentação dessas idéias. Os infográficos são usados em revistas e jornais, para ilustrar situações que ficariam difíceis de narrar ou explicar, apenas usando palavras. Por exemplo, sempre que um grave acidente ou acontecimento que exige descrição detalhada de eventos, os meios de comunicação usam infográficos para elucidar os eventos.

Veja esse ótimo exemplo, em que a vida de uma pessoa é explicada no formato de um infográfico:

LifeMap

Com esse tipo de informação, a pessoa que está apresentando a informação não precisa sequer de slides, pode fazer qualquer tipo de explicação com base, apenas no infográfico.

Outro exemplo muito bom, a missão Viking I da NASA para Marte pode ser explicada facilmente com uso de infográficos, veja como fica mais fácil mostrar as fases do pouso com esse infográfico:

Infografias

Um professor ou pesquisador pode usar esse tipo de recurso para enriquecer as suas apresentações em slides, mas antes de partir para esse tipo de solução, o apresentador precisa tomar alguns cuidados. Se você tem habilidade em desenho ou softwares gráficos, a produção dos infográficos fica mais fácil.

Agora, se você não tem esse tipo de habilidade, vai precisar criar um pequeno detalhamento de como esse infográfico deve ser criado. Um bom começo é consultar alguns exemplos de infográficos, geralmente eu acompanho o Cool Infographics, que sempre apresenta vários exemplos legais de infográficos.

Com o layout do infográfico, você deve separar algumas informações para o seu infográfico. Essas informações devem servir para a produção própria, ou se você for passar para outra pessoa produzir:

  • Identifique os principais elementos visuais do infográfico
  • Descreva a organização visual ou seqüência de acontecimentos do infográfico
  • Escreva os textos que devem acompanhar as imagens
  • Consiga referências visuais para os objetos que estão presentes no infográfico

Se você conseguir separar essas informações, as chances de produzir um bom infográfico são muito boas. Geralmente quando eu preciso intermediar a criação de um infográfico para um professor ou palestrante aqui da Faculdade, faço essas perguntas pessoalmente.

Para quem não tem uma equipe a disposição, para criar esse tipo de material, sempre pesquise na internet em sistemas como o Cool Infographics por infográficos sobre assuntos relacionados à sua área. Nunca se sabe quando é que vamos encontrar uma imagem que possa ajudar nas nossas apresentações ou aulas.

Livros para quem trabalha com educação a distância

Como ficar atualizado nas últimas tecnologias e metodologias para educação a distância? Esse é um grande desafio para qualquer pessoa interessada em desenvolver uma carreira na área. Infelizmente, a quantidade de cursos disponíveis no mercado não acompanha totalmente, as necessidades e velocidade com que os meios de comunicação se atualizam. Outro ponto fundamental, muitos deles estão fundamentados apenas nos métodos usados e testados nos cursos a distância, de instituições de ensino que aplicam EAD no seu cotidiano. Tudo bem, eu sei que esse tipo de aprendizado é importante, principalmente se a fórmula e metodologias pedagógicas funcionam.

Mas e se eu quiser aprender mais?

Nesse caso, você deve fugir dos cursos voltados para educação a distância e procurar livros. Sempre tive muito interesse pelo mercado de e-learning americano, que está muito mais desenvolvido que o nosso, principalmente no que se refere aos treinamentos empresariais. Nas universidades é até complicado comparar. Claro que isso é conseqüência de fatores socioeconômicos e não de competência, os alunos e universidades tem acesso facilitado à internet e computadores.

Bem, dessa minha curiosidade pelo mercado de e-learning americano, surgiu um habito saudável de leitura. Estou sempre comprando livros publicados por autores americanos, falando sobre técnicas e metodologias para educação a distância, com o apoio de internet.

Minhas últimas aquisições nessa área, que recomendo para quem esteja interessado:

e-Learning and the science of instruction: Proven guidelines for consumers and designers of multimedia learning

Eu sei que o título do livro é grande, mas ele está muito bem avaliado, estando quase com nota máxima na avaliação dos leitores na Amazon. O seu conteúdo é muito interessante, abordando os aspectos cognitivos do aprendizado humano, por meio de multimídia e internet. O que mais me chamou a atenção nele foram os exemplos que o autor apresenta sobre o assunto.

Bem, quando eu terminar de ler o livro, faço um comentário mais preciso sobre o seu conteúdo.

E-Learning by Design

Outro livro focado no desenvolvimento de material para ambientes de educação a distância. O foco desse livro é especificamente no desenvolvimento de material. Ele não aborda de maneira intensa as metodologias, que o livro anterior aborda, mas me chamou a atenção também.

Como acabei de comprar ambos os livros, devo demorar um pouco ainda para começar a aplicar os seus ensinamentos nos meus cursos e trabalhos relacionados com EAD. Agora, pelo que pude perceber de maneira rápida, ambos os livros citam freqüentemente o uso e criação de objetos de aprendizagem.

Assim que for lendo, comento aqui no Blog os pontos positivos e negativos de cada um.

Pesquisa e avaliação do Moodle, Sakai e WebCT

Como saber se a escolha do seu LMS foi a correta? Ou melhor, como saber se é a hora certa de migrar? Essas são perguntas comuns a qualquer pessoa que trabalhe com gestão de sistemas relacionados com EAD. Para piorar as informações, fica difícil fazer pesquisas de aceitação ou desempenho em instituições de ensino, primeiro pelo fato desse tipo de informação ser considerada estratégica e pelo alto custo de um levantamento como esse. Já pensou bater na porta de uma instituição de ensino superior e perguntar se os alunos estão gostando as iniciativas de EAD?

Apesar da dificuldade em conseguir esse tipo de informação, estou sempre procurando pesquisas sobre o uso de sistemas LMS. Claro que o meu maior interesse é no uso do Moodle, ferramenta que uso e recomendo para todos que precisam implementar sistemas EAD, em instituições de ensino.

Moodle Wallpaper

Uma das ultimas pesquisas que encontrei, foi realizada na universidade de Idaho. Eles tinham um problema simples, escolher uma plataforma LMS. Dentre as opções que eles tinham estavam:

Essa última ferramenta é propriedade da mesma empresa responsável pelo Blackboard. Antes de continuar, para fazer o download da pesquisa, use esse link direto ao arquivo PDF.

A pesquisa é uma das mais completas que já encontrei. Se você fizer o download do arquivo, vai perceber que o documento tem mais de 100 páginas.

No documento, eles deixam bem claro que o problema a ser investigado é a escolha do sistema para aulas a distância. Bem, para encontrar a resposta, foi montado um grupo de estudos que investigou os três sistemas sob vários aspectos. A pesquisa inclui até questionários aplicados junto aos alunos.

Recomendo o material para qualquer pessoa que estude ou trabalhem com EAD, as informações apresentadas são de grande utilidade. Os pesquisadores, interessados em realizar o mesmo trabalho, para artigos, dissertações ou teses tem uma ótima referência de pesquisa e coleta de dados.

Agora, me permita dizer a conclusão da pesquisa. Depois de todas essas análises, a recomendação de LMS é o Moodle! Dentre os pontos positivos do Moodle, que fizeram a universidade de Idaho escolher o Moodle à pesquisa destaca:

  • Destaque em aspectos pedagógicos e usabilidade
  • Melhor custo x benefício
  • Problemas de suporte em aplicações proprietárias
  • Critérios de avaliação para os cursos e disciplinas
  • Integração com outras tecnologias e serviços educacionais
  • Solução de longo prazo confiável

Quer saber mais? Antes de fazer a pesquisa, a universidade usava o WebCT e começaram a migrar para o Moodle depois da pesquisa. Parece que o Blackboard está perdendo mercado nas universidades americanas. Essa não é a primeira, e nem será a última que vejo migrando do Blackboard para o Moodle.

Fica ai a informação para quem trabalha com EAD.