Pecha Kucha: Nova metodologia para apresentações

Muito provavelmente você já deve ter passado pela seguinte experiência: estar assistindo a uma apresentação, que aparentemente parece não acabar nunca, com um palestrante que fala pelos cotovelos. Esse tipo de situação pode acontecer tanto em ambientes corporativos, como em instituições de ensino. Uma nova metodologia para apresentações, muito interessante, chamada de Pecha Kucha, promete acabar com as longas apresentações e a falta de objetividade.

Mas o que é essa metodologia? Com essa metodologia, temos algumas restrições nas apresentações, que ao mesmo tempo são um benefício para a platéia, mas um desafio para o palestrante. A metodologia é a seguinte:

  • O número total de slides na apresentação deve ser igual a 20
  • O tempo gasto em cada slide é de 20 segundos (Configurado automaticamente)
  • Com isso a apresentação deve ter apenas 6 minutos e 40 segundos
  • O formato é conhecido como “20 x 20 6:40”

Mas como é possível fazer uma apresentação assim? Esse é o desafio para o palestrante. Está achando que isso não é sério? Pois visite o web site oficial do Pecha Kucha, para conhecer mais detalhes da metodologia.

Slide da metodologia Pecha Kucha

A palavra Pecha Kucha, vem do Japonês e significa “Som da conversação”. Como consta no web site, o conceito do Pecha Kucha se espalhou pelo mundo, contagiando várias pessoas que organizam encontros chamados de Pecha Kucha night. Claro que o curto espaço de tempo para as apresentações, faz com que muita gente se apresente nessas noites, como mostram os calendários das apresentações. O número de cidades envolvidas também é impressionante, no total são mais de 80 cidades incluindo Porto Alegre e Lisboa.

Essa metodologia é realmente eficiente?

Para ambientes corporativos e acadêmicos, usar a metodologia pode trazer benefícios. Evita a falta de objetividade, mas vai exigir mais dos palestrantes. Ontem mesmo realizei uma apresentação, com 23 slides que duraram 50 minutos. Reduzir esse tempo para 6 minutos seria um excelente desafio de síntese. Será que a platéia ficaria mais feliz? Com certeza sim! Afinal, ninguém gosta de perder tempo nessas palestras.

Para eventos, esse tipo de apresentação gera um problema. Com tempos menores, um evento que ofereça 3 horas de palestras, precisa de um grande número de palestrantes para cumprir com a sua programação. Mas isso pode ser remediado com uma conversação. O palestrante faz a sua apresentação em 6 minutos e 40 segundos, depois abre espaço para conversar com a platéia. Assim é possível fugir do modelo “monólogo”.

O que você acha de fazer uma experiência assim? Testar o seu poder de síntese? Assim que tiver uma oportunidade faço um teste. O problema será encontrar algum evento que aceite esse tempo de apresentação. Geralmente nos passam um tempo de no mínimo 40 minutos para a apresentação! Já pesou fazer isso em um evento pago? O melhor é testar em ambientes com menos restrição de tempo, como reuniões e salas de aula.

Dicas para apresentações e palestras: Apresentações voltadas para educação

Sempre que lemos algum tipo de material ou dica, relacionada à criação de apresentações, essa dica está relacionada à criação de apresentações empresariais ou motivacionais. Existe diferença, entre uma apresentação em ambientes corporativos e outra voltava para educação? Claro que sim, os objetivos e publico alvo são completamente diferentes. Fora isso, a motivação e os resultados gerados pela apresentação também são encarados de maneira diferente. Para criar uma apresentação eficiente, entender as diferenças entre os dois tipos é importante.

Vejamos alguns pontos que separam esses dois tipos de apresentação.

Dicas para palestras e apresentações

Primeiro as apresentações voltadas à ambientes corporativos ou empresariais:

  • Público: Aqui podemos ter praticamente qualquer tipo de pessoa. Tudo vai depender do tema da palestra e área específica.
  • Objetivos: Na maioria das vezes os objetivos variam entre a motivação ou convencimento sobre as qualidades de uma técnica ou produto.
  • Resultados: Os resultados desse tipo de apresentação são mensurados na mudança de atitude dos participantes. Outro resultado comum, convencimento que um produto ou técnica é aquilo que a pessoa precisa para que ela compre alguma coisa.
  • Avaliação: Não existe avaliação nesse tipo de apresentação.

Essas são algumas características das apresentações para ambientes corporativos. Mas e apresentações para educação? Vamos às características?

  • Público: Aqui também podemos ter um público variado, mas na maioria das ocasiões uma porcentagem considerável os jovens são maioria.
  • Objetivos: Essa é uma diferença importante, precisamos que as pessoas assistindo a apresentação aprendam alguma coisa. Não temos como objetivo, alterar alguma emoção ou convencer sobre a qualidade de um produto, mas sim ensinar alguma coisa.
  • Resultados: Como resultado da palestra ou apresentação, o participante deve apresentar um novo conhecimento ou entendimento sobre um determinado assunto.
  • Avaliação: Essa é uma parte importante, os participantes sabem que no futuro, eles devem ser avaliados, para saber se o conteúdo da apresentação foi bem assimilado.

Veja que as principais diferenças estão nos resultados e objetivos. Principalmente quando abordamos a palavra aprendizado. Mas como fazer para planejar uma apresentação com objetivos educacionais? Isso é assunto para um artigo mais extenso com algumas dicas valiosas! Entender as diferenças entre os tipos foi só o primeiro passo.

Aguarde pelo próximo artigo!

Estudo de caso: Tecnologia educacional na Universidade de Duke

Qual a faculdade ou instituição de ensino que mais investe em tecnologia educacional? Essa não é uma pergunta fácil de responder, mas temos ótimos exemplos a estudar. Um deles é a universidade de Duke nos EUA. Lá eles têm um programa muito interessante, chamado de Duke Digital Initiative, que em uma tradução livre significaria Iniciativa digital de Duke. Mas o que faz esse programa? Como parte do envolvimento de alunos e professores com recursos tecnológicos mais avançados, para facilitar o aprendizado e a pesquisa.

Esse envolvimento consiste na disponibilização de alguns recursos, como Ipods e outras ferramentas para ajudar nos estudos. Isso mesmo, os professores e alunos têm direito a emprestar um [BP]Ipod[/BP] com acessórios para gravar áudio. Assim todos podem gravar uma aula para escutar o conteúdo em outro horário.

Iniciativa Digital Universidade de DUKE

Interessante não é? Claro que isso só é possível devido aos recursos financeiros da instituição permitir o investimento, além da tecnologia ser barata para os padrões americanos. Já pensou o governo federal patrocinando Ipods para os alunos e professores de uma universidade federal? Cada um custando 1200 reais?

Voltando a iniciativa da iniciativa da universidade de Duke, o que mais eles fazem? Para documentar e divulgar projeto, eles mantém um web site. Lá encontramos a lista com os recursos disponíveis para professores e alunos:

  • Ipods
  • Tablet PC`s: O programa disponibiliza Tablet PC`s para os professores interessados em aplicar a tecnologia nas suas aulas. Esse é aquele computador portátil que não possui teclado. Nele podemos literalmente escrever sobre a tela, fazendo anotações durante uma apresentação de slides.
  • iTunes U: Aqui temos uma iniciativa que publica material audiovisual das aulas, para os alunos e para o público em geral, usando o iTunes. Assim temos podcasts e videocasts, disponíveis para download e no melhor formato para os iPods.
  • Vídeo digital: Com essa parte do programa, alunos e professores podem usar equipamento de vídeo digital da universidade, para aulas e pesquisas.
  • A/V Capture grants: Aqui um professor pode solicitar a gravação de uma palestra ou aula, por profissionais. Eles cuidam da parte de produção e captura. Depois o material pode ser disponibilizado para a comunidade acadêmica.
  • Exploratory projects: Esse é um incentivo para os alunos e professores que desejem realizar projetos de pesquisa. Principalmente nas linhas de trabalho da universidade. Os projetos aprovados têm financiamento da universidade.
  • Wimba: Esse é um projeto que integra recursos de voz, no lms usado pela universidade. Nesse caso o Blackboard.
  • Ambientes virtuais colaborativos: Com essa parte do projeto, a universidade investe em ambientes como o [BP:215]Second Life[/BP], para integrar e realizar atividades acadêmicas!

Ficou interessado? Para conhecer mais sobre essa ótima iniciativa, visite o web site oficial da iniciativa digital. Quem sabe não seja uma fonte de inspiração para você ou para a sua universidade? Mesmo que esteja fora da nossa realidade financeira. Quem não sonharia ministrar aulas em um ambiente assim?

Informática na educação: Quadro interativo

Como parte do trabalho de qualquer pessoa que trabalha com educação e tecnologia, procurar novos recursos e ferramentas para melhorar a qualidade dinâmica do ensino é comum no meu cotidiano. Desde que conheci as chamadas Smart Boards, estou convencido que esse é o futuro das ferramentas de ensino presenciais. Pelo menos para o modelo de aula em que o professor está falando, na frente de um quadro.

Mas o que é uma Smart Board? Esse equipamento nada mais é do que um projeto mais interativo, que inclusive aceita que o professor ou palestrante escreva na sua superfície com uma caneta especial. Então imagine a cena, você está fazendo uma apresentação ou ministrando aulas, usando uma apresentação em PowerPoint. Para alguns assuntos, você gostaria de destacar tópicos ou fazer anotações no quadro. Pois com uma Smart Board isso é possível, tudo de maneira eletrônica.

Bem, acho que um vídeo ilustra melhor o conceito:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=Rq78l3JaI00[/youtube]

Repare que a professora está interagindo com o dedo, nos elementos da apresentação. A mão funciona como o cursor do mouse. Assim professores e palestrantes têm controle total, sobre a apresentação.

Eu sempre achei que uma Smart Board seria o máximo em tecnologia, para substituir um quadro negro. Deixando um pouco de lado a tecnologia Surface da Microsoft que ainda é um protótipo. Uma empresa na Alemanha já oferece uma versão melhorada da Smart Board, que pode até resolver cálculos matemáticos para os professores.

Isso mesmo, com ela o professor pode digitar fórmulas no quadro e pedir que o software resolva a equação. Depois tudo pode ser salvo no formato PDF e enviado para o e-mail dos alunos! Esqueça os blocos de anotação! Com uma Smart Board, podemos até salvar o layout do quadro, mas resolver equações é a primeira vez que vejo.

Para ilustrar melhor a tecnologia, assista a esse vídeo de demonstração:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=yWGsstpgwVE[/youtube]

Legal não é? Se você quiser saber mais sobre esse tipo de tecnologia, visite o web site da empresa, chamada e-chalk. Segundo as informações existentes lá, o sistema pode usar slides e softwares especiais, carregados diretamente de um disco rígido ou pela internet. Existe até a possibilidade de acompanha a aula a distância pela internet. Esse sistema sim parece ser revolucionário.

Quanto custa esse tipo de equipamento? Bem, como uma Smart Board não sai por menos de 10.000 reais, esse tipo de ferramenta deve custar “um pouco mais” que isso.

Firefox Campus Edition, a melhor opção para estudantes

Caso você seja um usuário antenado nos recursos e novidades tecnologias, deve saber que a maioria das pessoas que trabalha com tecnologia, prefere usar o Firefox como navegador. Por quê? Por vários motivos, por ser gratuito e open source, por oferecer mais segurança e sem falar nos inúmeros plugins e extensões. Tudo isso faz o Firefox ser o escolhido, entre a maior parte dos chamados usuários avançados. Mas seria o Firefox a melhor opção para ambientes de ensino a distância? Ele pode oferecer alguma vantagem clara para os alunos? Pode sim!

Essa vantagem era até pouco tempo, implícita ao uso de algumas extensões e plugins. O usuário precisava reunir essas extensões para montar o seu próprio Firefox voltado à [BP:215]educação[/BP]. Pois a gora a fundação Mozilla, que é a organização que cuida do Firefox, lanço a versão acadêmica do navegador. Isso mesmo, ele se chama Firefox Campus Edition.

Firefox Campus Edition Logo

O navegador é exatamente o mesmo, mas agora essa versão já vem com as extensões próprias para ambientes de ensino integradas. Então não será necessário pesquisar pelo material, para montar uma versão personalizada do Firefox.

As extensões que acompanham o navegador são as seguintes:

  • FoxyTunes: Com essa extensão os usuários podem controlar players de música, pesquisa por letras e melodias.
  • StumbleUpon: Essa extensão permite usar os canais do StumbleUpon, em que os web sites recebem votos dos usuários. Assim como ele faz recomendações para navegação, dependendo do seu comportamento. Pode ser muito útil, na recomendação de material para pesquisa. Por exemplo, quando um aluno estiver pesquisando sobre História da Arte, o Stumble seleciona e recomenda web sites que falem sobre o assunto. Sem falar que ele permite a comunicação e compartilhamento de informações, criando uma rede social. Recurso semelhante a um marcador social.
  • Zotero: Aqui temos a possibilidade de realizar anotações, para lembrar-se dos aspectos importantes de uma pesquisa. Tudo direto no navegador, sem a necessidade de ferramentas externas.

Todas elas já vêm prontas para uso. A única desvantagem é que as extensões vêm em inglês, mas com um pouco de prática podemos usar o material sem maiores dificuldades. Caso você já tenha o Firefox instalado, pode instalar as extensões de maneira individual, para transformar o seu Firefox em Campus Edition.

Essa é uma iniciativa da fundação Mozilla, para tornar o Firefox mais popular entre estudantes universitários americanos, mas que pode beneficiar qualquer pessoa que esteja usando a internet como meio de estudo.

Então agora você já sabe, se a sua instituição de ensino precisa montar um laboratório de informática, especialmente voltado ao aprendizado. Que tal instalar o Firefox nos computadores? Recomende essa ferramenta aos seus alunos, para que eles possam tirar melhor proveito da internet.

Para ajudar no processo, estou preparando alguns tutoriais mostrando como usar essas extensões. Assim a língua inglesa não será barreira para o aprendizado.

Se você quiser fazer o download do Firefox Campus edition, visite esse link.

Caso você queria apenas fazer o download do Firefox mesmo, visite esse link: