Informática na educação: Os educadores na era da Web 2.0

Nessas últimas semanas estava realizando pesquisas para escrever alguns artigos científicos, quando me deparei com a seguinte dúvida. Porque os educadores acabam deixando as ferramentas Web de lado, na hora de educar ou ensinar? Claro que isso não é um fato generalizado, mas ainda são poucos os professores que utilizam ferramentas provenientes da Web 2.0, para que alunos e educadores possam interagir de maneira mais fácil. Isso inclui a grande maioria dos alunos, já que o acesso a internet está se tornando cada vez mais fácil e barato, até mesmo em muitas regiões do interior do país! Para constatar isso, uma consulta rápida aos seus alunos vai comprovar que a grande maioria deles possui um perfil no Orkut! (Então acesso a internet não é desculpa)

Até as próprias instituições de ensino não incentivam os docentes a utilizar essas técnicas, por diversos fatores. Seja por limitações tecnológicas ou simplesmente pelo fato de não saber aplicar essas novas tecnologias no processo de aprendizagem. Por exemplo, como utilizar de maneira eficiente Blogs e Wikis? Qual a maneira mais eficiente de utilizar um vídeo no processo de educação? Fora isso ainda existe a gestão do conteúdo, que deve ser realizada pela coordenação de curso, como verificar a qualidade do material?

Fica difícil utilizar essas ferramentas em um ambiente de aprendizagem, sem um suporte consistente na parte tecnológica, ainda mais quando os educadores não utilizam as tecnologias sequer para fins particulares. Isso mesmo, a utilização dessas tecnologias para projetos particulares é uma ótima maneira de aprender. Porque não criar uma Wiki, com os assuntos abordados nas suas aulas? Hoje em dia vários servidores de hospedagem oferecem planos baratos, alguns por 8 Reais/Mês. Claro que o problema não é o custo, mas sim a tecnologia.

O que fazer então? Qual a solução? Bem, para os educadores interessados em iniciar uma experiência com ferramentas colaborativas, mas que ainda não se sentem a vontade com as tecnologias na internet, a melhor opção é começar com um Blog no Blogger. Isso mesmo! Pode até parecer simples, mas a parte de tecnologia fica por conta do Blogger. O educador fica responsável apenas pelo conteúdo, atualização e divulgação.
Mas como um Blog pode ajudar no processo de aprendizagem? Esse é o ponto principal em que muitos educadores erram.

Um Blog deve ser encarado como uma ferramenta de comunicação e interação. O conceito de diário virtual dos Blogs deve ser deixado de lado. Encarando o sistema como uma ferramenta de comunicação fica fácil contextualizar a sua aplicação para a realidade nas salas de aula.

Uma boa parte do trabalho em educação consiste em comunicar e interagir com os alunos, não é? Pois com os Blogs é possível levar essa comunicação para um nível mais interativo, incentivando os alunos a comentar e participar de discussões nos artigos. Sem mencionar a possibilidade de associar a opinião dos educadores a fatos e eventos mais atuais. Tudo isso em um sistema que permite fazer pesquisas por histórico de artigos e assuntos (categorias).

Então o primeiro passo é visitar o Blogger, criar uma conta e começar a publicar os seus textos. Divulgue o endereço para os seus alunos, você já vai aplicar os conceitos de Web 2.0 na educação. Essa é uma realidade em outros países como EUA e Reino Unido, em que existem até conferencias com educadores utilizando Blogs como ferramenta de aprendizado. Veja o exemplo da Edubloggercon, realizada em Atlanta, EUA.

O que será que falta para os educadores brasileiros? Iniciativa? O importante é realizar o primeiro passo! Depois de começar a aplicar os Blogs como ferramenta de aprendizado, você não vai mais querer parar.

dotProject: Gerenciamento de projetos open source

Ferramentas de gerenciamento para projetos, sempre foi uma área dominada por softwares como o Microsoft Project, que é literalmente “empurrado” para as empresas junto com o pacote Office. Várias vezes fui questionado sobre a existência de uma ferramenta de gestão Open Source. Até pouco tempo atrás só conhecia o activeCollab, mas nas últimas semanas encontrei um novo sistema. Para se unir a ferramentas como o activeCollab, conheci recentemente uma nova ferramenta chamada dotProject, que é um gerenciador de projetos open source, rodando totalmente na web.

Mas o que é um gerenciador de projetos? Bem, caso você nunca tenha utilizado ferramenta semelhante, um gerenciador de projetos tem como objetivo realizar o controle de tarefas, prazos, custos e todos os aspectos relacionados à coordenação e execução de um projeto. Como participantes e recursos necessários para o sucesso do projeto.

Essa é a principal função do sistema, gerenciar o progresso diário de um projeto. Quem pode utilizar um sistema como esses? Na verdade não existe limitação ou caso específico, tudo vai depender das suas necessidades e as do seu projeto. A vantagem de ser uma ferramenta de código aberto é a liberdade de uso para várias aplicações, como em ambientes acadêmicos, sem nenhum tipo de restrição. Hoje é muito difícil ensinar a uma equipe de alunos como gerenciar um projeto, sem uma licença de uma ferramenta proprietária ou então a facilidade de um sistema na web.

Com a utilização do dotProject, será possível aplicar de maneira mais fácil as técnicas de gestão para projetos nas atividades dos meus alunos, para que os mesmo já aprendam na prática como é possível gerenciar prazos e custos de um projeto. Claro que não poderia deixar de falar das pequenas empresas, que podem gerenciar os seus projetos com o custo de hospedagem muito baixo.

Para saber mais sobre o dotProject, visite o seu sítio oficial, para fazer o download do sistema e vários temas disponíveis. Antes que alguém pergunte, sim! O sistema está disponível em várias línguas, inclusive o português.

activeCollab 1.0 Beta

Uma nova versão do sistema de gerenciamento de projetos e colaboração online, activeCollab está quase pronta. O sistema vai pular da versão 0.7.1 para a 1.0, significando mais estabilidade e novas ferramentas para os usuários. O melhor de tudo isso é que a ferramenta vai continuar sendo Open Source!

Para as pessoas que tiverem interesse em testar o sistema, as inscrições para avaliar e utilizar a versão beta infelizmente já acabaram, então agora a única solução é esperar. Mas pela lista de novidades publicada pela equipe de desenvolvimento do activeCollab, essa espera será recompensada.

Entre as novidades que a equipe destaca, está o NOVO SISTEMA DE PERMISSÕES para os projetos. Na versão 0.7.1 existiam apenas três níveis de permissão para os participantes de um projeto, que seriam:

  • Gerente de projeto com permissões de administrador
  • Gerente de projeto sem permissões de administrador
  • Membros de empresas participantes (Usuários simples)

Segundo relatos no Blog do activeCollab, esse sistema funciona na maioria das vezes, mas em algumas situações a sua falta de flexibilidade gerava alguns problemas na gestão dos projetos, principalmente porque não era possível permitir que as empresas participantes do projeto, iniciem seus próprios projetos sem atribuir o nível de administrador aos seus usuários.
Agora na versão 1.0, as permissões para os usuários estão mais flexíveis e foram ampliados os níveis de privilégios e funções no sistema. Os usuários agora foram divididos em dois grupos, que representam:

  • Membros da empresa gestora do projeto
  • Membros das empresas participantes do projeto

Todos os usuários participantes da categoria “Membros da empresa gestora”, possuem as seguintes funções definidas no sistema:

  • Administrador
  • Gerente de Projeto
  • Participante do projeto
  • Funcionário

Todas essas funções já acompanham permissões e restrições definidas no sistema, como por exemplo, os gerentes de projeto não têm acesso às funções administrativas, mas podem iniciar novos projetos no sistema.
Apesar de possuir essas funções já configuradas no sistema, agora é possível criar novas funções no painel de administração do activeCollab, para que qualquer empresa possa criar uma função específica ainda não disponível.

Pelo visto o novo sistema promete muitas melhorias, inclusive a equipe de desenvolvimento está desafiando qualquer pessoa a encontrar falhas no código, isso devido a certeza que eles têm em relação à qualidade e desempenho dessa nova versão.

Assim que a nova versão for lançada, publico uma análise detalhada da versão 1.0.

Fonte: http://www.activecollab.com/blog/

Segurança da informação e o medo dos Blogs

Na edição desse mês da revista INFO, foi publicada uma matéria muito interessante sobre o uso de ferramentas colaborativas nas empresas, e como isso está ajudando essas empresas a produzir mais e melhorar a comunicação com funcionários e clientes. Mas uma estatística exibida no artigo me chamou a atenção para um problema ainda muito comum, quando o assunto é internet e comunicação nas empresas, que é a perda de informação.

Na matéria existe uma informação em destaque, mostrando que 48,3% dos executivos não sabem se perderam informação confidencial pela Web. Isso me fez lembrar uma situação em que tentei sugerir a utilização de um blog para uma empresa, mas a idéia foi descartada pela gerência, pelo medo de que alguma informação confidencial pudesse se perder ou então que os problemas da empresa fossem divulgados externamente.

Isso é decorrência do medo que algumas corporações e pequenas empresas têm em relação ao uso da tecnologia. Vislumbrando apenas as “possíveis perdas”, que uma gestão errada desses recursos pode acarretar para a empresa. Pois uma gestão bem feita desses recursos pode trazer inúmeros benefícios para a comunicação interna e externa da corporação.

Mas as informações publicadas nesse tipo de sistema devem ser revisadas e bem trabalhadas, sempre com o foco em comunicar assuntos relevantes para o público do Blog, seja ele interno ou externo. Por exemplo, o Blog pode comunicar uma notícia sobre um fato relevante na empresa, para que os funcionários comentem o fato e façam sugestões para resolver o problema ou melhorar uma situação, relatada no texto do artigo. O ponto chave aqui é a colaboração, que não seria possível via e-mail, já que as mensagens ficariam privadas e não seriam possível colher informações e começar uma saudável discussão.

Esse medo que as empresas ainda têm de utilizar essas tecnologias, só se justifica pela falta de conhecimento do assunto, como foi o meu caso. Hoje a empresa concentra a sua comunicação interna e externa, com e-mails. Nenhuma informação é perdida, mas às vezes ela também não é entregue a quem deveria receber.

Escritório virtual: A maneira mais fácil de começar

No longo caminho para formalizar uma empresa fora toda a burocracia envolvida acredite, não é pouca. Outro problema deve ser encarado pelos aspirantes a empresário. A escolha do endereço físico da empresa! Mas e para as empresas que devem ser baseadas única e exclusivamente na internet? Como fazer?

Essa com certeza, essa é uma dúvida comum a várias pessoas que precisam começar. Pois a solução pode ser um escritório virtual. Caso você já tenha ouvido falar sobre esses escritórios virtuais, mas nunca soube exatamente como funcionam, vou explicar do que se trata.

Hoje existem empresas especializadas em alugar os seus espaços, para que empresas ou profissionais de liberais possam utilizar os seus espaços. A variedade de opções e serviços oferecidos é grande, desde empresas que alugam apenas o endereço fiscal até baias e salas para trabalho. Como assim alugar o endereço fiscal? Um escritório virtual com endereço fiscal, apenas “empresta” o seu endereço e telefone físico para que uma pessoa jurídica utilize como endereço comercial. Alguns escritórios virtuais oferecem até caixas postais, serviços de fax, recados, Office-boy e outros serviços adicionais. Com isso já é possível registrar um endereço comercial, que é perfeito para pequenos negócios virtuais como o que estou planejando.

Para as empresas que exigem mais recursos, como baias de trabalho e salas de reunião, existem planos para esse tipo de serviço também. Até grandes empresas recorrem a esse tipo de serviço, como foi o caso do Google que quando abriu a sua primeira filial aqui no Brasil, utilizava um escritório virtual como endereço comercial. Assim todos os seus funcionários podiam trabalhar nas suas próprias residências. Só depois de certo tempo que a empresa montou a sua própria sede, deixando os serviços o escritório virtual.

Então fica aqui a dica, para aqueles que gostariam de iniciar um negócio virtual, mas precisa de um endereço comercial, a melhor alternativa é um escritório virtual. Pesquise as opções disponíveis na sua cidade, provavelmente já devem existir várias opções de serviços semelhantes.