Técnicas de leitura para internet: Desenvolvendo material em texto
O design instrucional é uma área do conhecimento multidisciplinar por natureza, os profissionais precisam se adaptar de maneira muito rápida aos ambientes usados para prover material educacional e cursos, na mesma velocidade com que as mudanças acontecem na área de tecnologia. Uma dessas áreas em constante evolução é a internet, que muda constantemente os focos de ação e o comportamento dos usuários. Na área educacional, os designers instrucionais formados há cinco anos, sequer vislumbravam o uso das chamadas redes sociais, blogs e wikis na área educacional. Tudo era muito recente e sequer as próprias tecnologias estavam consolidadas.
O estudo do comportamento dos usuários na internet é de fundamental importância para o trabalho do designer instrucional, tanto é que sempre estou lendo livros ou artigos científicos sobre o comportamento dos usuários em páginas na web. Como uma das principais mídias usadas para criar material educacional é a internet, o conhecimento do comportamento do usuário pode ser a chave para o sucesso ou o fracasso de qualquer material educacional.

Uma das coisas que sempre considero, na criação de textos ou conteúdos para web sites, é que os usuários geralmente não fazem a leitura do conteúdo completo da página. Na maioria das vezes, essa leitura é substituída por um processo semelhante a um escâner. As pessoas passam os olhos sobre as palavras do texto em um web site, procurando por assuntos ou títulos que chamem e sua atenção.
Esse é o comportamento padrão da maioria dos usuários, que no nosso caso podemos chamar de alunos, em ambientes de hipertexto. Para aproveitar, ou evitar problemas com esse tipo de comportamento, sempre procuro tomar alguns cuidados, quando o material usado nas aulas tem forte embasamento textual, para publicação na internet.
Veja alguns cuidados, para evitar problemas e melhorar a experiência dos seus alunos em ambientes educacionais na internet:
- Mesmo estando na internet, disponibilize uma versão para impressão do conteúdo. Se os alunos resolverem consultar o conteúdo impresso, o problema da leitura por palavras-chave desaparece. Isso evita problemas com alunos que tem dificuldade em acessar a internet também.
- Deixe bem clara a segmentação do conteúdo, com índices direcionando para parágrafos específicos d texto.
- Se os alunos consultam o material em blocos, deixe evidentes as palavras-chave de cada parte do texto, com asteriscos ou tipografia diferente.
- Quanto menos texto na tela, melhor será a experiência do aluno. Tente evitar páginas e conteúdos organizados em longas páginas, isso desestimula a leitura completa do texto.
Com esses pequenos ajustes no texto, o seu conteúdo educacional na internet pode melhorar em muito, oferecendo uma melhor experiência para os seus alunos.
Simplicity: Download gratuito de tema para o Moodle
O uso do Moodle como ferramenta de apoio para aulas a distância, usando a internet como ambiente de comunicação e aprendizado, envolve certo nível de investimento por parte da instituição de ensino, na contratação de uma hospedagem e na personalização do próprio sistema. Os sistemas LMS pagos oferecem equipes de design que podem personalizar algumas partes do sistema, com o intuído de atribuir cores e gráficos ao ambiente e deixar o sistema com a identidade visual da instituição. Isso pode ser resolvido de maneira rápida por uma pequena equipe de design para web, mas algumas instituições podem não ter condições para contratar uma equipe ou profissional, para essas alterações.
A solução pode ser usar alguns temas prontos, disponíveis na internet. Um problema desses temas para Moodle é que na sua grande maioria, eles são horríveis! Sim, a palavra é forte, mas o design desses temas é muito ríspido e acaba forçando a instituição de ensino a contratar mesmo um profissional para personalizar o visual.
Existem bons temas para Moodle na internet? A resposta é sim. Existe um pequeno grupo de designers especialistas em elaborar temas de alto nível para o Moodle, eles têm um web site chamado de New School Learning. Desde que descobri o web site deles, sempre compro e licencio para uso os temas que eles criam. Se você quiser conferir a qualidade dos temas, recomendo uma visita ao web site para conhecer o portfólio deles.
O custo dos temas é muito baixo e acessível, girando em torno de 39 e 49 dólares. Para uma instituição de ensino, pagar 100 reais em um visual profissional para o Moodle é perfeitamente possível, pois dificilmente um bom designer iria cobrar tão pouco pelo visual.
Agora vem a parte boa, alguns dos temas que eles elaboram, podem ser copiados de maneira totalmente gratuita. Essa semana um novo tema gratuito para o Moodle foi lançado, ele se chama Simplicity.

Mesmo sendo um tema gratuito, ele é muito bem elaborado e de bom gosto. Se você ainda está usando o tema padrão do Moodle, como é o caso de algumas grandes instituições de ensino que conheço. Não custa nada trocar aquele visual quebrado dos temas padrão do Moodle, por esse tema mais agradável visualmente.
Sempre que trabalho na consultoria de projetos usando Moodle, recomendo o uso dos temas do New School Learning, até para que a própria instituição use os temas como base para pequenas modificações.
Qual o impacto dos vídeos como material educacional?
O uso de vídeos e material multimídia é até comum para os padrões da internet hoje, mas ainda não é uma realidade nas instituições de ensino, por deficiências no acesso a internet dos alunos, e a falta de cultura dos professores no uso desse material para educação. Quando pensamos em Youtube, a primeira coisa que vêm a cabeça são aqueles vídeos engraçados, ou com aquele desastre legal, que você recebeu por e-mail de algum amigo. Esse é o cenário dos vídeos como material educacional, mas saiba que o uso de material audiovisual é sem sombra de dúvida, o futuro em termos de educação assíncrona, principalmente em cursos que usam a internet como base de irradiação.
Um ótimo exemplo disso é o chamado m-learning ou móbile learning que ainda engatinha aqui no Brasil. É impressionante que na média, os alunos das instituições de ensino não têm computador, mas possuem celulares com funções multimídia capazes de reproduzir vídeos.
Por que motivo não usar vídeos então?

Como eu havia comentado, muito disso ainda e uma falta de cultura dos próprios professores em usar vídeos como material educacional em suas aulas. Mesmo assim, ainda existem outros desafios no uso de vídeos como material educacional.
Alguns professores de universidades e instituições de ensino americanas estão reportando que seus alunos, não assistem a seus vídeos, com a gravação de algumas palestras ou aulas na íntegra. Os alunos acabam tendo um comportamento comum aos telespectadores de TV, que é zapear por vários canais até encontrar um programa ou conteúdo que o interesse.
O artigo sobre essa experiência com os vídeos, pode ser consultado no Wired Campus.
Isso é muito interessante e serve como alerta aos designers instrucionais, para não usar vídeos como a base da tecnologia de um curso. Eu mesmo já passei por experiências semelhantes, como alunos de um curso que usava muito material em vídeo, sendo que várias das partes do vídeo já eram do meu conhecimento. O resultado disso foi que, durante boa parte do tempo fiquei pulando as partes já conhecidas do vídeo, para encontrar os conteúdos novos.
Se esse for um curso isolado, não será um problema tão grave assim, pois o aluno assume a responsabilidade. Mas, quando abordamos o ensino superior ou treinamentos corporativos a coisa fica mais séria. Na maioria das vezes o que vai acontecer é que as partes consideradas “chatas” ou monótonas pelos alunos são ignoradas e no período pré-avaliação, os mesmo vídeos devem ser consultados apenas nas partes que podem aparecer na prova.
A solução para isso não é simples, nas envolve o trabalho dos professores com os designers instrucionais, para fazer com que os vídeos sejam exibidos ao menos uma vez, sem os controles para avanças e retroceder. Ao menos assim, os alunos podem assistir aos vídeos na íntegra e eles podem controlar e escolher as partes para revisar.
Concurso Slideshare: A crise financeira em 30 slides
O assunto que toma os noticiários nos últimos dias é a crise financeira global, que para muitos de nós professores ainda é um tema fora da nossa realidade, mas em algum momento você vai precisa comentar isso com seus alunos. Um bom professor deve ter como característica a capacidade de explicar os mais diversos assuntos, por mais complexos que sejam para seus alunos, mesmo que não seja da sua área. Por isso, acredito que o concurso lançado pelo Slideshare.net é perfeito para professores e pessoas com boa capacidade de explicação.
O concurso é bem interessante e lida com apresentações em slides, que devem explicar de maneira clara e sucinta a crise econômica global.

As regras do concurso são simples, você deve em apenas 30 slides, usando quaisquer meios existentes nos slides, explicar a crise. Nesse ponto, você pode entender quaisquer meios, como sendo uma referência ao uso de ferramentas pictóricas e textuais para elucidar esse assunto.
A premiação do concurso é composta por um iPod Touch e iPods Nano, a lista completa de prêmios do concurso pode ser consultada no link indicado no início do artigo.
Se você quiser testar as suas habilidades na criação de apresentações eficientes, essa é uma excelente oportunidade e ao mesmo tempo um grande desafio. Pois, caso você não tenha percebido, a apresentação precisa ser desenvolvida em língua inglesa. Sim, para que o material possa ser julgado de maneira adequada, os textos usados na apresentação devem estar em inglês.
Quer uma dica sobre como começar a trabalhar no material? Sempre é importante lembrar-se de algumas diretrizes principais, para que o seu trabalho no PowerPoint fique facilitado:
- A apresentação é baseada em um fato que já ocorreu, portanto faça uma pesquisa pelos fatos, para montar uma linha de raciocínio a desenvolver
- Faça um pequeno rascunho da apresentação antes de começar
- Use imagens que representem de maneira clara as emoções dos investidores e consumidores, nessas duas últimas semanas
- É melhor investir em palavras chave, para explicar os acontecimentos, evite descrições
Sei que é difícil explicar essas coisas, apenas com o uso de slides, sem o apoio da oratória. Mas, imagine de você tivesse que fazer a mesma coisa, na sala de aula, apenas com o uso de quadro? Não seria a mesma coisa?
Eu estou reservando um tempo aqui para me inscrever e tentar uma colocação. Pelo menos, vale pela experiência!
Como usar fichas pautadas para ajudar em apresentações?
A tecnologia da informação hoje apresenta vários recursos e ferramentas para facilitar a vida de quem precisa fazer apresentações ou ministrar aulas, mas muitas vezes as soluções que envolvem o uso de artifícios “analógicos” ajudam a dominar a tecnologia. Uma das piores coisas que um palestrante pode fazer ao ministrar uma apresentação em slides é olhar freqüentemente, para a projeção dos slides e ler o texto.
Isso mostra com clareza para a platéia que a pessoa não domina ou se preparou para aquele momento.
Para evitar isso, você pode ensaiar antes da apresentação, levar pequenas colas em papel, ou até mesmo usar outro computador com um texto mais detalhado para se guiar na apresentação. Um recurso que gosto muito de usar são as chamadas fichas pautadas. Apesar de ser apenas um pedaço de papel, essas fichas podem literalmente salvar uma apresentação, em que o orador não conhece ou domina o assunto.

Em algumas ocasiões, essas fichas podem funcionar apenas como lembrete para histórias complementares ou exemplos, que precisam ser mencionados na apresentação, mas não devem ser publicados e exibidos nos slides. Por exemplo, ficaria estranho adicionar nos slides os lembretes “falar sobre ensino na internet”, “comente as vantagens do EAD” e outros tipos de lembrete que são direcionados apenas ao palestrante.
O mais interessante dessas fichas é que você pode encontrar esse material em praticamente qualquer papelaria, por preços bem acessíveis.
Quer usar esse tipo de recurso? Veja algumas dicas para aproveitar melhor esses cartões em apresentações:
- Organize os cartões de maneira que seja fácil identificar o comentário do cartão, com o conteúdo dos slides
- Coloque os cartões em ordem! Já vi muita gente se atrapalhar com os cartões, pelo simples fato do material estar fora de ordem na hora da apresentação.
- Use canetas de ponta larga, para facilitar a leitura dos tópicos de relance. Na maioria das vezes uso canetas para desenho.
- Não escreva textos longos, apenas lembretes nos cartões.
- O conteúdo dos cartões é interessante para a audiência? Ofereça uma versão eletrônica do material, para que a audiência, ou seus alunos possam fazer uma cópia do material.
Só isso? Sim, o uso desse material é simples e não requer nenhuma técnica especial. Faça o teste, use alguns cartões nas suas aulas e não se esqueça de mais nada nas apresentações! Assim, você evita aquela terrível sensação de “eu deveria ter comentado aquele assunto”.
A tecnologia pode substituir os professores?
Hoje é dia do professor, gostaria de parabenizar a todos os colegas professores que acompanham o Blog e enriquecem a experiência dos visitantes, com comentários construtivos ou simplesmente enviando mensagens, concordando ou discordando de algum artigo ou assunto abordado aqui. Todas as participações são válidas e muito bem vindas, afinal de contas, todos sabem o quanto é importante para os professores a troca de experiências e o conhecimento de novas técnicas e metodologias, para melhorar a nossa vivência em sala de aula.
Parabéns a todos!
Um dos assuntos que mais abordo aqui no Blog é o uso de tecnologia como apoio à educação. Mas, será que um dia a figura do professor vai desaparecer? Ele será substituído pela tecnologia?

Na verdade, o professor sempre será figura essencial no processo de ensino. Por mais perfeitas que as novas tecnologias sejam apenas os professores com a experiência do contato humano e a percepção das dificuldades, que cada indivíduo tem, pode alcançar os objetivos educacionais de uma disciplina ou curso com eficiência.
Mas, isso não significa que a tecnologia não deve alterar de maneira drástica a maneira com que os professores trabalham e exercem seu ofício. Cada vez mais, será necessário que os docentes dominem as tecnologias de informação, principalmente no que se refere à comunicação usando a internet.
Se você quiser se preparar para um futuro dominado por tecnologias educacionais, comece entendendo um pouco mais sobre a internet, educação a distância, o funcionamento de um LMS como o Moodle e principalmente e principalmente experimente esses ambientes para estudar. Assim é possível fazer analogias, com a experiência que os seus próprios alunos devem vivenciar.
Eu mesmo, sempre que posso, estou estudando e lendo textos ou vídeos educacionais no celular. O objetivo é aprender os conteúdos e ao mesmo tempo avaliar o ambiente, para propor soluções educacionais com esse tipo de tecnologia.
Cinco mitos sobre o uso do Moodle para educação a distância
Muitas das pessoas com quem converso sobre a possibilidade de usar o Moodle como plataforma de educação pela internet, ainda cultivam alguns dos principais mitos e medos, disseminados em grande parte por representantes de plataformas comerciais de educação. Na maioria dos casos, as pessoas realmente têm esses medos e preconceitos com o Moodle, por simples desconhecimento e até mesmo pela pouca experiência com ambientes de educação a distância.
Mas, será que esses medos e mitos são verídicos? Quais são esses mitos? Para tentar elucidar essa e outras dúvidas sobre o sistema, um usuário do Moodle chamado Tomaz Lasic, publicou no seu blog uma lista com esses mitos, que endosso sem a menor dúvida.

Essa é a lista de mitos:
- Você precisa ter conhecimentos avançados em informática para usar o Moodle: Aqui o ponto é interessante fazer uma comparação, assim como fez o Tomaz Lasic. Você sabe usar um e-mail? Anexar arquivos? Caso saiba, esse é o conhecimento necessário para usar o Moodle! Só isso? Sim, na maioria das situações é apenas um trabalho de gerenciar uma interface na internet, voltava para educação.
- Com o Moodle, você precisa estar o tempo todo na frente do computador: Tudo vai depender de como você planejou o seu curso ou disciplina. Por exemplo, um curso assíncrono é projetado para que os alunos possam participar independente da hora em que o tutor esteja online. Agora, se o curso for síncrono, em todos os sistemas e não só no Moodle o tutor precisa ficar online no computador. Portanto, o mito é infundado.
- Os alunos adoram o Moodle, por ser uma rede social para educação: Esse é um dos mitos mais perigosos, pois o Moodle sozinho não resolve um curso. A instituição precisa investir em conteúdos e na capacitação de tutores. Nos primeiros momentos, os alunos podem até ficar empolgados com a novidade, mas depois perdem o interesse e deixam de acessar o sistema.
- O Moodle é próprio para jogos educativos e atividades recreativas na internet: O sistema até permite a utilização desse tipo de conteúdo, mas o foco dele é na interação entre alunos e tutores. Os jogos são apenas mais uma ferramenta.
- O Moodle é apenas mais uma das ferramentas necessárias para ensinar na internet, com o tempo ele será superado: Essa é uma meia verdade. No curto prazo não acredito que o Moodle venha a desaparecer, mas evoluir. O que aprendemos hoje será defasado em pouco tempo? Essa é uma afirmação que se aplica em todos os campos do conhecimento e não apenas ao uso do Moodle.
Como você pode perceber, muitos desses mitos são infundados e acabam denegrindo a imagem de uma ferramenta fantástica que é o Moodle, que permite a qualquer instituição de ensino, usar a internet para educar.
A beleza do Moodle é essa! Permitir que qualquer pessoa, com um mínimo de estrutura e conhecimento, possa usar uma plataforma de EAD, usada por algumas das maiores universidades e instituições de ensino no mundo, aqui mesmo no Brasil e com baixíssimo custo. Claro, se a sua instituição de ensino for de médio ou grande porte, será necessário investir em estrutura. Mas, com muitos alunos, os recursos para o investimento não devem ser tão escassos.
Como elaborar apresentações em slides apenas usando texto?
A principal regra que tento sempre seguir, quando estou tentando elaborar uma apresentação em PowerPoint é; sempre usar imagens ao invés de palavras. Essa regra tem se mostrado muito eficiente tanto nas minhas aulas como nas apresentações para professores, quando preciso falar sobre tecnologia educacional. Mas, será que não possível elaborar uma boa apresentação em slides, apenas usando texto? Ainda acho uma apresentação baseada em imagens, muito mais atraente para a platéia e mais fácil de ser apresentada. O uso de muito texto é cansativo e deixa as pessoas com pouco ou nenhum interesse pela apresentação.
Mas, não são todas as pessoas que pensam assim. Uma apresentação muito interessante no slideshare, aborda o uso de texto como o meio principal para elaborar uma apresentação. Funciona? Da maneira como a apresentação foi elaborada, fica pouco ou quase nenhum espaço para a utilização de imagens:
Repare que a apresentação é muito eficiente em apresentar o conceito principal abordado, que é o uso de textos para substituir as imagens na apresentação. Como ele consegue isso? O segredo de tudo é o domínio da tipografia e da correta aplicação de tamanhos e cores nas fontes. O autor da apresentação não se envergonha de usar várias fontes e cores.
Isso não é muito recomendado em apresentações mais sérias, realizadas dentro de empresas ou para defesas de trabalhos acadêmicos com avaliadores mais conservadores, mas de maneira geral é uma solução criativa para evitar o uso de imagens.
O problema em usar imagens é exatamente a seleção desse material gráfico, para uso nas suas apresentações. Por mais dicas de locais e bancos de imagem que você possa ter, sempre será um desafio localizar a imagem que passe a idéia do que você está tentando passar na apresentação.
O mais correto mesmo é seguir o que diz a apresentação em textos, tente sempre passar idéias e conceitos nos slides, seja com quaisquer meios escolhidos por você para a apresentação.
Apesar de ser um ótimo exemplo de apresentação, acredito que o modelo com uso intensivo de imagens ainda é o mais apropriado para a maioria dos casos. Use imagens para não errar!
Biblioteca de modelos para slides em PowerPoint para diversas áreas
Como parte do meu trabalho em design instrucional, estou sempre procurando recursos para ajudar professores a preparar de maneira mais satisfatória e eficiente suas aulas. A produção de aulas usando o PowerPoint é disparado o assunto que mais desperta interesse na maioria dos docentes. Para tentar ajudar ainda mais os colegas professores, estou sempre procurando coleções e modelos de slides prontos na internet, que apresentem boas apresentações em PowerPoint prontas, para que os professores possam apenas fazer pequenas modificações no conteúdo e criar as suas aulas e palestras de maneira mais rápida.
Essa semana encontrei uma ótima biblioteca de modelos para slides em PowerPoint, com grande número de opções e categorias. Antes de visitar o link indicado, devo informar que o web site é um pouco confuso na sua parte visual, mas a quantidade de recursos e modelos classificados por assunto, vale a visita! As apresentações disponíveis são destinadas a alunos e professores do ensino médio, mas é possível aproveitar o material em aulas de outros níveis também.

Por exemplo, um dos tipos de apresentação mais difícil de elaborar é a relacionada com a área de saúde. Na maioria das vezes os professores precisam elaborar slides e apresentações sobre temas difíceis em termos de material, em que a busca por imagens e gráficos fica muito prejudicada. Na biblioteca de modelos para slides indicada, existem subcategorias específicas para a área de saúde e biológica, que apresentam ótimas opções de modelos.
Mas, e os planos de fundo, gráficos e imagens? Basta copiar uma das apresentações e usar o copiar e colar do computador.
Agora, antes que você “vá com muita sede ao pote”, recomendo que faça uma busca meticulosa na biblioteca para encontrar as melhores opções de modelos de apresentações para o PowerPoint.
Algumas das apresentações existentes na biblioteca estão no formato PDF, mas é possível sim aproveitar esse tipo de material. Mesmo que você não possa importar ou abrir esses arquivos no PowerPoint, use esse material como referência para elaborar suas próprias apresentações.
Mesmo com a maioria das apresentações sendo feitas para o PowerPoint, quem usa o Impress do Open Office, pode aproveitar o material também.
Como elaborar tarefas educacionais no PowerPoint?
Uma das melhores e mais comuns ferramentas usadas por professores para preparar material educacional é sem sombra de dúvida, o PowerPoint. Eu mesmo tenho algumas restrições sobre o uso indiscriminado do PowerPoint como ferramenta para preparar material educacional, acredito que ele deva se limitar apenas a ser um apoio para apresentações e aulas. Se o objetivo é criar um enunciado, com orientações para uma tarefa em especial, o professor deve fazer uso de uma ferramenta de texto mesmo, como o Word. Mas, com a crescente demanda por material multimídia e apresentações que possibilitem a convergência de elementos educacionais, para facilitar o entendimento dos alunos, o PowerPoint começa a ficar mais atrativo.

Na verdade, não só o PowerPoint, mas o sistema de apresentação em slides usado por vários softwares como o Impress, Keynote e sistemas online, como o SlideRocket e o Google Docs.
Podemos usar como exemplo a criação de WebQuests, muito usadas em ambientes de aprendizagem que usam a internet como apoio. Na maioria das vezes, esses WebQuests são apresentados em formato de texto, mas existe uma maneira muito interessante e eficiente de usar o PowerPoint para elaborar esse tipo de atividade.
Quais os requisitos para criar esse tipo de tarefa? Uma tarefa do tipo WebQuest deve apresentar:
- Introdução com explicação detalhada da tarefa, expondo possíveis cenários e contextualizando a tarefa na realidade do aluno
- Apresentação da tarefa, que mostre com clareza os benefícios e resultados obtidos na conclusão das atividades. Isso é fundamental e serve como estímulo para que os alunos possam se envolver mais ainda
- Desenvolvimento da tarefa e apresentação dos recursos necessários, como web sites e outros
- Exposição dos critérios de avaliação da tarefa
- Conclusão da tarefa, com comentários sobre as competências desenvolvidas pelos alunos no final da tarefa
Tudo isso deve seguir uma diretriz básica; fazer bom uso da internet! Sempre que for possível, adicione links e recursos da internet nos seus WebQuests.
A própria Microsoft mantém uma página no seu web site, mostrando uma seqüência de ações recomendadas para elaborar WebQuests com o PowerPoint.
Quer tentar criar um WebQuest para seus alunos? Siga recomendações do artigo e faça uma visita ao web site da Microsoft. Depois disso é só colocar em prática as recomendações e elaborar uma apresentação em slides, que detalhe as fases da tarefa para seus alunos. Antes de começar a elaboração, selecione links e recursos na internet que possam enriquecer a apresentação.






