MMOL: Nova metodologia permite que pessoas aprendam jogando

O conceito de jogos educacionais não é recente, muitos são os jogos que pretendem educar crianças por meio de atividades interativas. A grande maioria desses produtos é voltada para crianças, apresentando temas infantis e conteúdo compatível. Com difusão das tecnologias de informação e informática aplicada à educação, acabou surgindo à necessidade ou a possibilidade, de usar a tecnologia disponível para jogos virtuais na educação a distância. Mas o conceito foi estendido, proporcionando uma experiência de colaboração e entretenimento.

O uso do Second life para educação pode ser tomado, como um exemplo prático dessa aplicação. No mercado de entretenimento, um termo muito comum é o MMORPG, que consiste em um jogo online que reúne várias pessoas em um ambiente virtual. Os participantes desse tipo de jogo procuram diversão nesses ambientes. Mas a possibilidade de prover um cenário que permita a colaboração online e contextualização de problemas e projetos trouxe um novo paradigma, para a educação a distância.

MMOL

Isso fez surgir uma nova categoria de jogos online, denominada MMOL. Essa seria uma abreviação para Massive Multiplayer Online Learning (Ambiente de aprendizagem multiplayer para massas). Não adianta procurar por esse termo no Google, o seu uso ainda é recente, mas está crescendo. As pessoas estão percebendo que iniciativas dentro do Second Life são ótimas como marketing. Mas as instituições de ensino precisam de controle e dados sobre a utilização das ferramentas. Assim como controle sobre como os participantes estão aprendendo e interagindo.

Esse fenômeno está fazendo com que grandes instituições de ensino, acabem investindo em seus próprios ambientes virtuais, para prover aprendizagem online por meio de jogos 3D. Os alunos entram em ambientes virtuais, preparados e estruturados para educação, podendo interagir e colaborar com outros colegas. Com isso tiramos um pouco da atenção do Second Life, que pode ser usado para múltiplos propósitos, sendo apenas um deles a educação. Os alunos podem até perder o foco, fazendo outras atividades no Second Life que não estejam ligadas ao seu aprendizado.

Ainda é cedo para comentar sobre os benefícios e vantagens da experiência, até porque é algo muito recente. Mas isso mostra que os professores envolvidos em projetos de EAD, precisam se contextualizar nesses ambientes. Existe uma chance muito grande de que esses ambientes sejam usados com mais freqüência no futuro, os que já estiverem inseridos no contexto, saem na frente.

Um projeto muito interessante que está tentando desenvolver o seu próprio MMOL, é o Grockit. Apesar de ainda não mostrar nenhum resultado concreto, o projeto mostra que o movimento em torno dos MMOL está crescendo.

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