Ferramentas para produção rápida de cursos online

O planejamento de conteúdo para cursos oferecidos na modalidade à distância envolvem muitos passos e recursos que precisam ser bem planejados, para otimizar tanto os objetivos da aprendizagem como também o investimento para materializar a iniciativa. Quais as melhores opções para oferecer conteúdo em cursos EAD? As opções disponíveis em termos de softwares são as mais variadas possíveis, envolvendo o uso de slideshows e material interativo. Quer começar a planejar um curso? Você deve levar em consideração alguns fatores que determinam a plataforma e tecnologia a ser usada:

  • Qual a maneira com que os alunos desse curso devem consultar o material?
  • Qual a faixa etária dos alunos?
  • É necessário tornar o conteúdo amigável para dispositivos móveis?
  • Existem recursos audiovisuais disponíveis para o conteúdo apresentado?

Ao responder a essas perguntas você estará automaticamente preparando o terreno para conseguir montar o material do seu curso. O próximo passo seria elaborar o roteiro de aprendizagem com base nos requisitos levantados na pesquisa preliminar. Esse roteiro deve direcionar a produção do material do curso com a escolha de elementos textuais ou audiovisuais para formar o conteúdo do curso.

E quando chegar momento de realmente produzir o conteúdo do curso? Nessa hora você deve procurar por opções que ajudem na produção do material para EAD. Um dos tipos de softwares mais usados para construir esses cursos são os que se encaixam na categoria do Rapid eLearning. E entre as opções existentes no mercado podemos destacar duas:

As duas opções permitem a criação de cursos de maneira extremamente rápida de conteúdo para cursos EAD. A vantagem está exatamente na velocidade com que o material pode ser produzido, pois o processo se torna muito parecido com a apresentação de slides. As telas são adicionadas em seqüência e junto com elas podemos formatar conteúdo.

Se você procura velocidade na produção de cursos EAD online, recomendo conferir essas ferramentas e preparar pelo menos parte do seu orçamento para investir na licença desses softwares, pois nenhum deles é gratuito.

Como fica o ambiente pessoal de aprendizagem sem o RSS?

A tecnologia conhecida por RSS nunca ganhou destaque entre a maioria dos usuários da internet. O motivo para essa falta de interesse é bem simples, para entender o que é o RSS a pessoa precisa abstrair um pouco e imaginar uma tecnologia que “envia” avisos sobre atualizações em web sites e serviços. Para fazer uso pleno do RSS é necessário um leitor desses arquivos gerados pelos mais variados sites, blogs, serviços e outros.

O serviço mais famoso entre os usuários do RSS é ou era o Google Reader, que está com data para encerrar os seus serviços em 1 de Julho de 2013. A razão para encerrar o serviço é a crescente queda no número de usuários e o foco nas chamadas mídias sociais como fonte de informações.

É realmente uma pena que o serviço esteja chegando ao fim, pois ele é um dos pilares do que considero o ambiente pessoal de aprendizagem ideal. O RSS tem papel importante dentro desse ambiente, pois ele é a forma mais fácil de filtrar e organizar diversas fontes de informação que formam o ambiente. Se você é usuário do Google Reader, pode ter certeza que não faltam alternativas para substituir o serviço e manter o seu ambiente pessoal de aprendizagem funcionando.

Agora é o momento de fazer testes e verificar qual das alternativas ao Google Reader melhor se enquadra ao contexto educacional. Seria o feedly? Old Reader? Farei os testes e ao longo das próximas semanas publico o resultado.

Mas, uma coisa você pode ter certeza, o RSS não morreu e ainda continua como a melhor alternativa para quem gostaria de montar e manter um ambiente pessoal de aprendizagem. Nesse ponto, as redes sociais ajudam pouco.

O retorno!

Depois de ficar quase três anos afastado das atualizações do blog, estou retomando os artigos sobre o uso do Moodle para educação a distância, tecnologia educacional e também design instrucional. Esses últimos meses foram muito positivos do ponto de vista dos projetos e trabalhos realizados. A metodologia usada para educação a distância está cada vez mais consolidada entre instituições de ensino e também os alunos. Hoje temos um fenômeno em termos de comunicação que são os dispositivos móveis, que possuem papel fundamental dentro de qualquer experiência voltada para educação a distância.

Como podemos trabalhar com iniciativas para o chamado Mobile Learning? E existe espaço para adicionar dentro das iniciativas de EAD a gameficação? Esses são alguns dos assuntos que pretendo abordar aqui no colaborativo nos próximos artigos. O objetivo é sempre tentar difundir um pouco do conhecimento e experiências com a produção, gestão e criação de cursos EAD e também da tecnologia como apoio para educação.

Moodle se inspirando no Twitter para novo formato de cursos EAD

No último artigo aqui no colaborativo, falei sobre o valor educacional do Twitter que nada mais é que uma ferramenta de comunicação entre os professores e alunos. Mas, o formado com que os conteúdos são apresentados no Twitter inspirou um usuário do Moodle a desenvolver um novo formato de cursos chamado Timeline. O projeto ainda está em desenvolvimento e deve ser finalizado nos próximos meses, como parte do Google Summer of Code 2009. Para quem não conhece o Moodle, essa é uma das ferramentas LMS mais usadas no mundo, pela sua natureza aberta e também pelas vantagens pedagógicas no uso do construtivismo social. A parte acadêmica e de gerenciamento dos alunos, pois os relatórios podem ser personalizados da maneira como a instituição de ensino achar melhor.

Como funciona esse curso no formato de timeline? Caso você já tenha um Twitter, deve saber como funciona a timeline. Vamos fazer uma analogia com o sistema de microblogs para que possamos entender melhor esse formado de curso. No Twitter podemos adicionar mensagens em um perfil, que são adicionados no topo da página, empurrando as mensagens mais antigas para baixo. Isso forma uma linha do tempo com numeração e datas para cada mensagem.

O curso no formato timeline do Moodle funciona de maneira parecida, em que o tutor deve adicionar novos tópicos para cada aula, editando e formatando os conteúdos de maneira mais informal. Já existe uma versão de testes do novo formato timeline, que pode ser conferida nesse link. Para ter acesso, basta fazer login com o usuário test e senha test. Ao fazer login entrar no curso, acione a edição do material e a seguinte tela vai aparecer:

moodle-twitter-curso-timeline-ead.png

Depois de acionar a edição, você vai visualizar na parte superior da tela um botão chamado New Section. Com esse botão é possível adicionar um novo tópico a aula, para conseguir trabalhar novos conteúdos e empurrar os tópicos mais antigos para baixo. Assim que vários tópicos estiverem disponíveis no curso, podemos navegar no conteúdo usando a paginação na parte inferior da interface.

Qual o impacto desse tipo de curso no planejamento de cursos EAD?

Os cursos que usam a timeline como formato, devem ser preparados com a premissa de ter material já pronto como é de costume, mas também a flexibilidade de criar tópicos intermediários com base em novos materiais descobertos na internet. Por exemplo, ao trabalhar com alunos em aulas sobre economia, um tutor pode adicionar um tópico específico sobre as últimas decisões do banco central, reunindo links de jornais e vídeos com reportagens. E com isso montar um fórum ou questionário para trabalhar com os alunos.

De certa forma, isso vai de encontro com a rigidez e planejamento necessários para planejar cursos EAD, mas é uma mudança necessária para se adaptar a dinâmica e velocidade com que as coisas acontecem na era da informação.

Os alunos ganham mais agilidade e os tutores precisam ficar atentos ao material disponível na web para montar seus cursos.

Qual o valor educacional do Twitter?

O ecossistema de tecnologias e recursos em que a maioria dos cursos EAD está envolvido sofre transformações e ajustes constantemente. Sendo que algumas novas tecnologias que parecem revolucionar a maneira com que as pessoas se relacionam na web, sempre resultam em desafios para professores e designers instrucionais na adaptação de aulas e metodologias, para adaptar os cursos aos novos sistemas. Um dos mais recentes ambientes em que os alunos estão inseridos, muito devido a uma exposição excessiva da mídia é o Twitter. O sistema de microblogs está fazendo muito sucesso hoje, sendo mais um canal de comunicação e relacionamentos entre pessoas.

A pergunta que devemos fazer sobre o Twitter é: qual o valor educacional desse sistema? Se é que ele existe.

Como base para comparação, podemos abordar o uso de blogs para educação que já estão inseridos nesse contexto educacional há um bom tempo. Os blogs são ferramentas poderosas para professores e tutores, e muitas pessoas se questionam se é possível migrar para o Twitter e fazer o mesmo tipo de abordagem com os alunos.

Twitter's

Como forma de abordar o uso do Twitter e blogs, podemos fazer uma comparação entre os recursos oferecidos por cada um dos sistemas/ambientes. Para facilitar a comparação, vamos usar os seguintes critérios para análise:

  • Texto
  • Uso de imagens
  • Uso de multimídia
  • Consulta ao histórico
  • Organização e classificação
  • Manutenção
  • Interação e diálogo

O primeiro a ser analisado é o blog:

  • Texto: Os blogs não apresentam nenhum tipo de restrição a quantidade de texto usado pelo professores, o que permite usar o sistema para qualquer tipo de descrição ou explicação envolvendo grandes quantidades de texto.
  • Uso de imagens: O uso de imagens e figuras é livre nos blogs, sendo que até nos sistemas gratuitos é possível enviar imagens para o sistema, sem a necessidade de usar artifícios para hospedar os arquivos em outros locais.
  • Uso de multimídia: Aqui também não há restrição de uso, mas o editor do blog precisa ter conhecimentos de html para colar os códigos necessários para mesclar os conteúdos no texto.
  • Consulta ao histórico: Os textos do blog são organizados em ordem cronológica, o que deixa mais fácil de acompanhar os textos.
  • Organização e classificação: A organização dos conteúdos pode ser realizada por categorias, tags ou mesmo em meses específicos.
  • Manutenção: Dependendo de como o blog é hospedado, a manutenção pode ser um desafio para pessoas sem conhecimentos técnicos.
  • Interação e diálogo: Os textos do blog podem permitir que os leitores publiquem comentários sobre o conteúdo apresentado no texto, se transformando em um mini fórum de discussão.

Agora analisando o Twitter:

  • Texto: Qualquer texto publicado no sistema só pode ter 140 caracteres.
  • Uso de imagens: Por padrão, não é possível usar imagens. Apensa links para lugares que hospedam a imagem de maneira externa.
  • Uso de multimídia: Assim como nas imagens, o material multimídia deve ser indicado por links.
  • Consulta ao histórico: Os textos são organizados em ordem cronológica, mas não há classificação específica. Os leitores podem fazer consultas por pesquisa textual.
  • Organização e classificação: Não há maneira simples de classificação como os blogs.
  • Manutenção: Não é necessária nenhuma manutenção, pois a hospedagem é feita nos servidores do próprio Twitter.
  • Interação e diálogo: Aqui existem uma grande diferença para os blogs. Os usuários podem citar outras pessoas nos comentários, como se fosse um diálogo. Também é possível enviar mensagens privadas entre usuários.

A comparação não tem como objetivo dissecar os serviços, mas mostra que para fins educacionais os blogs ainda não podem ser superados pelo Twitter. Os professores tem muito mais liberdade de organizar e publicar conteúdos do que no serviço de microblogs. O Twitter fica mais como uma ferramenta de comunicação rápida, que serve apenas para isso mesmo. Seria algo como comparar o uso de textos mais longos e trabalhados com o SMS do celular. É uma coisa útil, mas apresenta as suas limitações.

E você já fez a sua conta no Twitter? Se já fez, pode seguir o meu Twitter Allan Brito.